23.6 C
Rio Branco
quarta-feira, 15 de julho de 2026
O RIO BRANCO
Brasil

AstraZeneca para de fabricar e distribuir vacina contra a Covid

Publicado em 08/05/2024

A farmacêutica AstraZeneca parou de fabricar a vacina contra a Covid, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph e confirmadas pela Folha.

Em nota divulgada para a imprensa, a farmacêutica afirmou que foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da doença e há um excedente de imunizantes atualizados disponíveis. Isso, segundo a empresa, levou a uma diminuição da procura pela AstraZeneca, que parou de ser fabricada e distribuída.

A farmacêutica diz ainda que vai trabalhar com os órgãos reguladores e parceiros para alinhar a conclusão dessa etapa de enfrentamento à pandemia.

“De acordo com estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas só no primeiro ano de utilização e mais de três bilhões de doses foram distribuídas”, diz a nota da empresa. “O nosso trabalho foi reconhecido pelos governos de todo o mundo e é amplamente considerado como tendo sido um componente crítico para acabar com a pandemia global”.

A vacina, no entanto, já deixou de ser recomendada e não é mais usada pelo Ministério da Saúde como reforço contra a Covid desde o início do ano passado.

No início do mês, a circulação de informações sobre documentos judiciais em que a farmacêutica teria reportado um efeito colateral muito raro causado pela vacina levou o Ministério da Saúde brasileiro a divulgar um comunicado sobre a segurança do imunizante.

Segundo o ministério, grupos e páginas antivacina espalharam conteúdos enganosos sobre o ocorrido.

O comunicado afirma que após o uso em massa da vacina da AstraZeneca foi identificado um “evento adverso muito raro, o que significa menos de um caso para cada 10 mil doses administradas, chamado conhecido como trombose com trombocitopenia.” São casos incomuns de coagulação sanguínea associados a baixas contagens de plaquetas.

O fato, segundo o órgão federal, ocorreu em 2021, quando a Agência Europeia de Medicamentos concluiu que casos de coágulos sanguíneos que surgiram em vacinados pela AstraZeneca deveriam ser listados como efeitos colaterais “muito raros”.

No ano passado, a Fiocruz, que produz a AstraZeneca no Brasil, afirmou que os efeitos adversos são extremamente raros e possivelmente associados a fatores de risco individuais.

“É muito importante entender que os eventos trombóticos e tromboembólicos associados à infecção SARS-CoV-2, observados nos pacientes com Covid-19, são muito maiores quando comparados aos eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização”, diz o comunicado do Ministério da Saúde. “Isso significa que o risco de tromboembolismo venoso é duas a seis vezes maior em pacientes que pegaram Covid-19 do que em pessoas sem a infecção. E isso não tem nada a ver com a vacinação contra a doença”.

A Fiocruz disse nesta terça-feira (7) que não tem nenhuma informação sobre a decisão da AstraZeneca de parar de fabricar a vacina.

 

[Folha Uol]

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Homem é preso por tentar invadir STF; polícia achou bomba com suspeito

Raimundo Souza

Esperando pelo pior, Vorcaro guardou todos os registros de conversas com poderosos na República

Marcio Nunes

MEC divulga resultado do Prouni 2024 do segundo semestre

Jamile Romano

Indicados por Bolsonaro ao STF assumirão comando do TSE pela primeira vez

Raimundo Souza

STF marca para novembro julgamento contra núcleo 3 da trama golpista

Redacao

Força-tarefa formada por MPT, MTE e PF resgata trabalhadores estrangeiros em condições análogas à escravidão em obras da Secretaria de Educação do Estado de Rondônia

Redacao