Publicado em 27/05/2026
Foto: Rafael Martins/PNUD Brasil
Por Redação
O Acre figura entre as unidades federativas com os menores índices de desenvolvimento do país. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro, o estado registrou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,754, ocupando a penúltima colocação no ranking nacional, empatado nas posições mais baixas com Alagoas (0,746) e Maranhão (0,745).
O levantamento analisou a evolução dos indicadores sociais entre os anos de 2012 e 2024, baseando-se em três pilares fundamentais: renda, longevidade (saúde) e educação. A escala do índice varia de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, melhores são as condições de vida e desenvolvimento da população.
Disparidade regional e avanço nacional
Os novos dados evidenciam um forte contraste entre a realidade acreana e o panorama geral do Brasil. Enquanto o país registrou um avanço significativo, saltando de um IDHM de 0,744 em 2012 para 0,805, o que colocou o Brasil pela primeira vez no grupo de nações com “muito alto desenvolvimento humano”, o Acre não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento, escancarando a persistência das desigualdades regionais.
O topo da lista
No extremo oposto do ranking, o Distrito Federal lidera o desenvolvimento humano nacional com um índice de 0,866. A capital federal é seguida de perto por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833).
Ao todo, dez unidades da federação conseguiram romper a barreira histórica e alcançar a classificação máxima de desenvolvimento estabelecida pelas Nações Unidas, acentuando o abismo socioeconômico que ainda separa o Norte e o Nordeste das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

