Publicado em 06/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) reforçou, nesta quarta-feira (6), que está acompanhando de perto as investigações da Polícia Civil sobre o atentado registrado no Instituto São José. O órgão garantiu que o foco atual é identificar e responsabilizar qualquer pessoa que tenha, de alguma forma, contribuído para a prática do ato infracional, incluindo eventuais instigadores ligados a episódios de bullying ou cyberbullying.
De acordo com o representante do MP, o caso é tratado como uma prioridade absoluta. “O Ministério Público garantirá a legalidade das investigações e a responsabilização de todas as pessoas que estiverem envolvidas nessa prática”, declarou..
Investigação multidisciplinar e motivações
Embora o bullying e o cyberbullying sejam linhas de investigação, as autoridades pontuam que ainda é cedo para confirmar as motivações exatas do atirador, um adolescente de 13 anos. Para aprofundar a análise, o MP irá designar uma equipe multidisciplinar para realizar exames e testes no jovem, buscando entender se o comportamento foi influenciado por fatores externos, como jogos ou outros elementos.
Sobre a família do adolescente, o MP esclareceu que, até o momento, não há indícios de envolvimento da mãe, que teria sido surpreendida pela ação do filho. Quanto ao adulto proprietário da arma, ele responderá criminalmente pelo delito de “omissão de cautela”, previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena que varia de um a três anos. O adolescente, por sua vez, segue sob as medidas socioeducativas previstas para a justiça juvenil, que podem chegar a três anos de internação.
O promotor, que esteve no local do crime e teve acesso à dinâmica do ataque, descreveu o episódio como algo fora da curva em sua trajetória profissional. “Durante 20 anos de carreira, 10 anos como delegado e 10 anos como promotor de justiça, eu jamais vi coisa semelhante”, afirmou, destacando a gravidade do cenário encontrado na instituição.
Apelo por tranquilidade
Apesar da comoção e da gravidade, o Ministério Público pede que a população mantenha a calma. A avaliação preliminar é de que se trata de um ato isolado. “O recado que a gente deixa para a população é para se tranquilizar. Foi um ato que se imagina isolado”, pontuou.
Para garantir a segurança nas escolas, o policiamento comunitário da Polícia Militar foi reforçado na capital. O inquérito policial segue em andamento e, após a conclusão, será remetido ao MP para que a denúncia seja oferecida à Justiça contra todos os responsáveis identificados.

