Publicado em 06/05/2026
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Por Redação
Três dias após a posse da nova direção do Pronto-Socorro de Rio Branco, principal unidade de urgência e emergência do Acre, o local já enfrenta seu primeiro colapso no atendimento. Pacientes relatam demora excessiva, superlotação e retenção de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), situação que volta a gerar críticas sobre a administração da unidade.
O novo diretor, Durival Brito e Silva Filho, foi nomeado pela governadora Mailza Assis no dia 4 de maio. Desde então, conforme relatos obtidos pela reportagem, o hospital voltou a apresentar sérios problemas no fluxo de atendimentos. Nas primeiras horas desta quarta-feira (6), pacientes informaram longas esperas para serem atendidos. Um dos casos relatados aponta que uma pessoa que chegou à unidade por volta das 2h da madrugada, com dores intensas, só recebeu atendimento às 11h, após ameaçar procurar a imprensa. De acordo com denúncias, o tempo médio de espera tem variado entre 10 e 12 horas.
A situação tem gerado indignação entre usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que criticam a demora no atendimento em uma unidade destinada a casos urgentes. Do lado de fora, o cenário também preocupa. Ambulâncias do Samu estariam ficando paradas no pátio por falta de macas para transferência dos pacientes. Informações repassadas à reportagem indicam que muitos continuam sendo atendidos dentro das próprias ambulâncias, o que impede o retorno dos veículos para novas ocorrências em Rio Branco e em municípios do interior.
Um vídeo enviado por um motorista do Samu mostra várias ambulâncias aguardando atendimento devido à falta de estrutura. A retenção desses veículos também estaria dificultando o acesso de outras unidades móveis e ambulâncias de transporte hospitalar, levando alguns condutores a deixarem pacientes na via pública, aumentando os riscos de acidentes. A superlotação e a desorganização voltam a acender o alerta sobre a precariedade do Pronto-Socorro da capital acreana, que enfrenta novamente um momento crítico e de insatisfação popular.
A reportagem mantém espaço aberto para que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) se manifeste sobre os fatos relatados.

