Publicado em 06/05/2026
Foto: Pedro Devanir/ Secom
Por Redação
Em resposta à comoção gerada pelo ataque ao Instituto São José, ocorrido na última terça-feira (5), o Governo do Acre detalhou, nesta quarta-feira (6), um plano integrado de assistência voltado às vítimas, seus familiares e a toda a comunidade escolar. As medidas foram apresentadas pelo secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo, durante coletiva de imprensa.
De acordo com o secretário, a prioridade imediata do Estado é o suporte psicossocial. Para ampliar o alcance do atendimento, o governo está integrando suas equipes de direitos humanos ao corpo técnico que já atua na escola.
“O Governo tem pensado em dar apoio à assistência das famílias. A própria escola dispõe de um suporte formado por psicólogos e assistentes sociais, e nós estamos acoplando a equipe de direitos humanos do Estado a esse trabalho”, afirmou João Paulo.
O acompanhamento será multidisciplinar, abrangendo não apenas os familiares das vítimas, mas também os alunos que presenciaram o episódio e os trabalhadores da instituição. “Vamos montar um aparato focado no cuidado assistencial e psicológico dessas pessoas neste momento difícil”, destacou.
Retorno às aulas e insegurança
O Governo reconhece o desafio de lidar com o trauma coletivo. Segundo o secretário, relatos já indicam que muitos estudantes demonstram medo e insegurança quanto ao retorno às atividades escolares.
Para mitigar esse impacto, o Estado adotará uma atuação conjunta. “Será um trabalho feito a várias mãos, envolvendo Educação, Assistência Social e o apoio da Polícia Militar, para que possamos ter um olhar cauteloso e acolhedor neste momento”, explicou.
Além das medidas emergenciais, o Estado planeja intensificar as políticas de prevenção já existentes nas redes de ensino. Programas como “Famílias Fortes” e “ELOS” deverão ter suas ações reforçadas.
Quanto ao adolescente autor do atentado, o secretário apelou por cautela na circulação de informações, ressaltando o direito à proteção da imagem e da intimidade do menor.
“Ele tem família, tem mãe e pai que precisam ser resguardados. O Instituto Socioeducativo fará o acompanhamento dele, e nós, da área de direitos humanos, também iremos monitorar de perto, com psicólogos, assistentes sociais e técnicos em educação”, concluiu João Paulo.
As investigações sobre a motivação e a dinâmica do ataque continuam em andamento sob responsabilidade das autoridades competentes.

