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Greve do INSS chega a mais de 100 dias sem acordo e atendimentos são feitos com agendamento em Rio Branco

Publicado em 24/10/2024

A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já chega a 101 dias na última quarta-feira (23). As principais reivindicações são pela reestruturação de carreira, melhores condições de trabalho e investimento em tecnologia. No entanto, desde o dia 16 de julho, que foi quando a paralisação começou, ainda não houve acordo com o Governo Federal.

Etenne Hugo, analista do seguro social, afirmou que a greve continua pois o Governo, através do Ministério da Gestão e Inovação e o próprio INSS, não conseguiram entrar em um acordo. Os trabalhadores do interior do estado não entraram no movimento, somente na capital.

Segundo a assessoria da Agência de Previdência Social (APS) de Rio Branco, há atendimento normal mediante agendamento quando envolve casos de perícia e avaliação social. Permanecem funcionando as perícias médicas e os demais serviços são encaminhados para o atendimento remoto, pelo aplicativo ‘Meu INSS’ ou o telefone 135.

Hugo fala que gestores de todo o país estiveram em Brasília (DF) no dia 10 de outubro, onde foram feitos vários atos e manifestações e até um enterro na Direção Central do INSS, no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. (Veja vídeo acima mostrando as manifestações)

De acordo com o analista, ainda não há expectativa para novas negociações.

“Na verdade, não houve nenhuma sinalização por parte do Governo pra voltar às negociações. Estamos conversando com os parlamentares para que seja reaberta a mesa de negociação, mas o Governo está intransigente com as nossas pautas”, lamenta ele.

 

Dentre as exigências da categoria estão:

  • Nível superior para ingresso no cargo de Técnico do Seguro Social
  • Reestruturação de carreira
  • Melhores condições de trabalho
  • Investimento em tecnologia
  • Tabela remuneratória de acordo a NT13 (com adicional de qualificação)
  • Abertura das mesas setoriais com prazo improrrogável (defesa do teletrabalho, novas regras para o bônus e pontuação).

Em 21 de agosto, os servidores do INSS votaram pela rejeição de duas propostas apresentadas pelo governo federal e pela continuidade da greve da categoria. Em nota, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) afirmou que as propostas do Ministério da Gestão e Inovação não atendem a nenhum item da pauta sobre a reestruturação de carreira reivindicada pela categoria.

As propostas apresentadas pelo governo federal em 9 de agosto eram de reajuste salarial e incorporação de gratificações laborais. A federação aponta, no entanto, que o reajuste oferecido é menor do que o acordado na greve de 2022 (de 43% em dois anos) e que não chegaria a todos os servidores.

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