Publicado em 03/06/2026
Foto: Jacob Wackerhausen/Gettyimages
Por Saúde em Dia
O uso de inteligência artificial para falar sobre emoções cresceu muito. Plataformas de IA e aplicativos de apoio psicológico prometem acolhimento imediato. Eles oferecem respostas rápidas para momentos de crise. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a procura por apoio emocional digital subiu mais de 30% desde 2021.
O psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antonio Chaves Filho, explica os limites e perigos dessa prática. “A IA não possui consciência ou julgamento clínico. Ela também não tem capacidade de fazer diagnósticos. Os chatbots são apenas sistemas estatísticos programados. Eles preveem a melhor sequência de palavras, mas não são profissionais de saúde”, diz.
Riscos:
- Falta de diagnóstico adequado
- Risco de respostas incorretas ou perigosas
- Privacidade e segurança de dados pessoais
- Ausência de vínculo terapêutico
- Ausência de intervenção em crises graves
A inteligência artificial pode atuar como uma ferramenta complementar na rotina. Ela nunca deve ser usada de forma substitutiva. A tecnologia ajuda na organização de rotinas de autocuidado. Ela ensina técnicas de respiração e práticas de mindfulness. Os aplicativos também servem como lembretes de hábitos saudáveis.
Contudo, apenas o profissional avalia riscos reais. Só o médico identifica padrões emocionais complexos para conduzir o tratamento.

