Publicado em 06/07/2026
Foto: REUTERS/Ricardo Arduengo
Por Redação
Doze dias após os dois fortes terremotos que devastaram a Venezuela, o balanço oficial de vítimas continua a subir. Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), o presidente da Assembleia Legislativa do país, Jorge Rodríguez, confirmou que o número de mortos chegou a 3.342 pessoas.
A crise humanitária ganha contornos ainda mais graves com a situação dos desaparecidos. Uma lista colaborativa, que reúne relatos de familiares e sobreviventes, aponta que ainda existem cerca de 30 mil nomes sem contato.
Apesar do cenário crítico, as equipes de emergência conseguiram resgatar quase 6,5 mil pessoas com vida dos escombros até o momento.
O sistema de saúde venezuelano opera sob extrema pressão para absorver a demanda de feridos:
17 mil feridos já receberam ou continuam recebendo atendimento médico em unidades de saúde públicas e privadas.
Mais de 86 mil famílias foram diretamente afetadas pelos tremores em todo o território nacional.
Com milhares de residências destruídas, a prioridade das autoridades locais e de organizações humanitárias tem sido o acolhimento da população. Uma multidão de desabrigados está atualmente distribuída em quase 80 acampamentos improvisados montados para oferecer abrigo e suporte básico.
Balanço estrutural: No que diz respeito aos danos materiais, as autoridades indicam que os números se estabilizaram em relação ao último relatório. Ao todo, os dois terremotos provocaram o desabamento de 190 edifícios e deixaram mais de 800 construções danificadas.
As operações de busca por sobreviventes e a catalogação dos afetados entram agora em uma fase crucial, enquanto o país tenta coordenar a chegada de ajuda internacional para o início da reconstrução.

