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Segurança de Gusttavo Lima é procurado em operação contra policiais ligados ao PCC

Publicado em 17/12/2024

O policial civil Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, está sendo procurado pela Polícia Federal nesta terça-feira, 17 de dezembro, em São Paulo.

A operação mira policiais suspeitos de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Com a colaboração do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a operação já resultou na prisão de sete pessoas. Entre elas estão um delegado e três policiais civis, todos acusados de atuar em favor da organização criminosa.

Rogerinho, que também faz parte do grupo de segurança do cantor sertanejo Gusttavo Lima, é um dos alvos principais da operação. O policial segue foragido e teve menção em uma delação premiada feita por Vinícius Gritzbach, empresário executado com dez tiros no mês passado na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

De acordo com a delação, Rogerinho ficou com um relógio de luxo pertencente ao empresário. Prints de redes sociais surgiram como prova de que o policial ostentava o objeto, o que sugere que o item originou-se de negociações ilícitas.

Além disso, investigações apontam que Rogerinho, apesar de ter um salário de aproximadamente R$ 7 mil como policial civil, possui participação em diversos negócios em São Paulo. Ele aparece citado como sócio de uma clínica de estética, uma empresa de segurança privada e uma construtora, o que levanta suspeitas sobre sua possível ligação com atividades ilegais.

Saiba mais sobre a operação que envolve o segurança

Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal realizou buscas em endereços vinculados ao policial, mas ele não estava. A operação envolve também o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP e a Corregedoria da Polícia Civil.

A operação, desse modo, tem como objetivo combater um esquema criminoso que manipula e vaza investigações policiais, vende proteção a criminosos e realiza lavagem de dinheiro em favor do PCC.

Os investigadores alegam que o esquema de corrupção tem como objetivo beneficiar o tráfico de drogas e outras atividades criminosas da facção. A operação é o resultado do cruzamento de diversas investigações, incluindo o assassinato de Gritzbach. Ele acabou executado em circunstâncias misteriosas, envolvendo a possível participação de policiais corruptos.

Prisões e medidas judiciais

Até o momento, sete pessoas seguem presas, entre elas um delegado e três policiais civis. A Justiça determinou a prisão temporária dos investigados, além de realizar buscas, bem como apreensões nos endereços ligados aos envolvidos.

Outras medidas cautelares também foram adotadas, como o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos suspeitos. A operação visa desmantelar uma rede de corrupção dentro da Polícia Civil e enfraquecer o poder do PCC no estado de São Paulo.

O caso continua sendo investigado, e novas informações sobre as conexões do policial Rogerinho com o esquema criminoso podem surgir nas próximas semanas. A atuação conjunta da PF e do MP-SP busca não apenas prender os responsáveis, mas também garantir que a corrupção dentro das forças policiais seja combatida de forma rigorosa.

 

[O Fuxico]

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