Publicado em 22/04/2026
Foto: Rede Social/Aysson Bestene
Por Redação
Após assembleia realizada na garagem das operadoras nesta quarta-feira (22), os motoristas do transporte coletivo decidiram pela paralisação de 100% da frota. A categoria rejeitou a proposta da administração municipal e condicionou o retorno das atividades ao pagamento imediato dos salários atrasados.
O impasse deixou milhares de usuários desassistidos, mesmo após tentativas de mediação por parte da Prefeitura, do sindicato e das empresas concessionárias.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (Progressistas), esteve pessoalmente na garagem para dialogar com os trabalhadores. Ele afirmou que a gestão municipal está empenhada em identificar as responsabilidades financeiras — distinguindo os débitos da Prefeitura daqueles de obrigação das empresas — e prometeu uma solução célere.
Proposta de Pagamento é Rejeitada
Apesar do aceno do Executivo, o clima entre os trabalhadores é de descrença. A proposta oficial previa o depósito dos vencimentos até a próxima sexta-feira (24). No entanto, o movimento decidiu que as chaves dos veículos só serão entregues após o dinheiro estar disponível nas contas.
Antônio Neto, presidente do sindicato da categoria, confirmou a negativa: “A prefeitura se comprometeu a pagar até sexta, mas a categoria não aceitou. O trabalhador decidiu que só volta mediante o pagamento”.
Divergência Legal: Sindicato x Categoria
Um ponto de tensão na manhã de hoje foi o descumprimento da legislação de greve para serviços essenciais. O sindicato orientou que a frota circulasse com um contingente mínimo de 30% a 50%, mas foi voto vencido pela maioria, que optou pelo bloqueio total.
Devido ao risco jurídico de uma paralisação integral, a entidade sindical anunciou que não poderá endossar formalmente o movimento. “Sou solidário, mas o sindicato não concorda em ficar fora da lei. Não podemos participar de uma posição de 100% de paralisação”, explicou Neto.
Situação Ricco Transportes
A Ricco Transportes chegou ao limite, pois a situação financeira tornou-se insustentável por fatores externos à gestão, segundo documento enviado aos funcionários da empresa, incluindo a defasagem tarifária que não foi reajustada desde 2022 para cobrir os custos e subsídios, além das condições precárias das vias.
“A Ricco não está fugindo de compromissos – ao contrário, cumpriu integralmente o contrato do LOTE 1, continuou operando mesmo após o fim da vigência, e fez todas as comunicações oficiais no tempo certo”, afirma comunicado da empresa.
Situação Atual
Até o fechamento desta matéria, o transporte coletivo em Rio Branco segue totalmente suspenso. A Prefeitura deve divulgar novos informes ao longo do dia, após reunião com as empresas operadoras para definir o fluxo financeiro que permita o fim da greve.

