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domingo, 5 de julho de 2026
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Progressistas e Republicanos apostam em potencial que o MDB não mais tem

Publicado em 05/07/2026

A novela envolvendo o governo e o MDB ganhou um novo capítulo na semana passada, quando o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequina Lima (PP), eleito graças a esforço e o prestígio pessoal do governador Gladson Cameli, em 2024, anunciar o que todo mundo já sabia: apoio ao senador Alan Rick, pré-candidato ao Governo do Acre pelo Partido Republicano. Ocorre que o apoio do prefeito ao senador, afasta o MDB dos republicanos, uma vez que, com apoio de Gladson Cameli, Zequina Lima derrotou Jéssica Sales (MDB) na disputa pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Jéssica liderou todas as pesquisas de intenções de votos, o MDB cantou vitória antecipada, mas na última semana de campanha, o governador Gladson Cameli, conseguiu virar o jogo e garantiu a reeleição de Zequinha.

As lideranças do PP precisam e devem entender que o apoio do MDB é muito mais importante para os republicanos. O MDB acreano continua muito forte em Cruzeiro do Sul, o segundo maior colégio eleitoral do Acre. Mas em Cruzeiro do Sul e nos demais municípios que compõem o Vale do Juruá, a maior liderança política é o ex-governador Gladson Cameli. Portanto, o apoio do MDB, na região, não seria muito vantajoso para as pretensões da governadora Mailza Assis. Resta saber o que levou o prefeito Zequinha a agir com ingratidão aos que garantiram sua reeleição, em 2024. Faltou articulação da equipe de articulação política ou o prefeito está agindo com muita esperteza.

Claro que um apoio a mais é sempre bom, é sempre bem-vindo. No entanto, no caso específico de Cruzeiro do Sul, mesmo perdendo apoio do prefeito Zequinha e do MDB, a governadora Mailza Assis pode sair vitoriosa, pois tem apoio do ex-governador Gladson Cameli, mesmo diante de exoneração de pessoas ligadas ao ex-governador. Se o ex-governador obter de volta sua elegibilidade, o que é mais provável, vai fortalecer a candidatura da governadora, caso contrário, também se tornará um apoiador muito forte, em função de condição de possível vítima que, naturalmente, será apresentado aos eleitores.

Ninguém pode negar que o MDB acreano tem uma linda história. Governou o Acre por várias oportunidades e tem um legado invejável. Além disso, apesar das dificuldades, ainda é bem estruturado em todos municípios. No entanto, desde o afastamento do ex-governador e ex-senador Nabor Junior, que decidiu morar em Brasília, quando não conseguiu ser reeleito em 2002, o partido começou a cair e perder sua identidade. O quadro se agravou com a morte do então presidente regional, Flaviano Melo, em novembro de 2024. O MDB que aí está é em partido desunido, desarticulado e sem norte. Tanto que terminou o ano de 2025, sem saber o que iria fazer em 2026. Por isso, diante do exposto, tanto o PP, quanto o Partido Republicano, apostam em um potencial que o MDB não mais tem.

Pesquisa Delta
Nova pesquisa de intenção de votos, realizada pelo Instituto Delta, divulgada neste sábado, 04, revela a liderança do senador Alan Rick, pré-candidato ao Governo pelo Partido Republicano. A governadora Mailza Assis (PP), que disputa a reeleição, aparece tecnicamente empatada com o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB). Alan aparece com 41,25%; Bocalom registra 19,50% e Mailza aparece com 19,25%.

Sem crescimento
O pré-candidato da esquerda, doutor Thor Dantas (PSB), que tem apoio dos petistas e comunistas, aparece com apenas 2,50% e perde para os votos brancos e nulos, que representam 4%. Outros 13,50% disseram não saber em quem votariam ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 30 de junho de 2026, com 800 entrevistas presenciais em municípios do Acre. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Thor continua sem apresentar crescimento.

Bittar na frente
Senador Márcio Bittar (UB) aparece na liderança isolada na disputa pelas duas vagas do Acre no Senado Federal, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Delta e divulgada neste sábado, 4 de julho. No primeiro cenário estimulado, que inclui o nome do ex-governador Gladson Cameli, Bittar detém 19,12% das intenções de voto. O ex-governador Gladson Cameli aparece com 17,87%; o candidato do PT, Jorge Viana, tem 16,81%.

Mara na frente de Petecão
A ex-deputada federal Mara Rocha, do Partido Republicano, aparece em quarto ligar com 12,93%. O senador Sérgio Petecão, do PSD, amarga a quinta posição com 8,56%. O deputado federal Eduardo Veloso, do Solidariedade tem 7,69%. O professor Inácio Moreira, do Psol aparece com apenas 1,75%) e o advogado Junior Feitosa aparece em último lugar com 1,68%. Pelos números, o senador Sérgio Petecão está se despedindo do Senado e o deputado Eduardo Velloso dando adeus à Câmara Federal.

Novo líder do prefeito
Prefeito de Rio Branco, doutor Alysson Bestene (PP) anunciou neste sábado, 04, em agenda na comunidade do Ramal Limoeiro, no Quixadá, o convite feito ao vereador José Aiche (PP) para assumir a liderança da Prefeitura na Câmara de Rio Branco. Aiache vai substitui o vereador Márcio Mustafá (PSDB). Segundo o prefeito, a decisão foi baseada na confiança depositada no trabalho desenvolvido por José Aiche na Câmara e destacou o papel desempenhado por toda a base de sustentação do governo.

Já aceitou
“É uma satisfação receber esse convite de um prefeito que está nas ruas, presente nas comunidades e trabalhando pela população. Claro que vou conversar com o Márcio Mustafá, que é um parceiro, um amigo e fez um grande trabalho como líder. Mas fico muito honrado em poder assumir essa missão e ser o líder do prefeito na Câmara”, afirmou. Claro que o vereador já aceitou o convite e será o novo líder do prefeito.

Cavalo de pau
Apesar de ter sido eleito pelo PP, partido do prefeito Alysson Bestene, o vereador José Aiache, projetou-se politicamente como líder sindical. Ele era diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac). Por isso, em alguns momentos, questionava os atos da prefeitura, muito mais do que os vereadores da oposição. Pelo visto, Aiache vai ter que dar cavalo de pau e esquecer tudo que defendia ontem. Há quem diga que o vereador não tem perfil para ser líder do prefeito.

Porta-voz do Lula
Professor Inácio Moreira, pré-candidato ao Senado pelo Psol, ao contrário da maioria de seus colegas não tem vergonha e nem medo de assumir, publicamente, ser de esquerda. Socialista-comunista assumido, ele se apresenta como porta-voz do Presidente Lula da Silva (PT). Claro que, em se tratando de um estado, no qual a maioria esmagadora é bolsonarista, ele não tem, em tese, nenhuma chance de vitória, mas agrada os esquerdistas. Por isso, pode crescer nos próximos dias.

Equívoco petista
Os petistas acreditam na vitória de Jorge Viana na disputa para o Senado usando uma tese equivocada. Afirmam que Jorge navega sozinho no mar da esquerda, que eles chamam de “campo democrático”. Claro que eles estão pintando um cenário que, na pratica, não existe. O senador Sérgio Petecão é um dos candidatos do Lula e do Xandão no Acre. Por isso, disputa os votos da esquerda com Jorge Viana. Os dois sçao os candidatos do Xandão e do Lula e não podem negar.

Dança da vassoura
Evidente que Petecão, que assume não ter nenhuma ideologia, pois sempre agiu por conveniência, já dançou na direita, no início de sua carreira, em 1992, depois dançou na esquerda, por onde foi presidente da Aleac, por quatro mandatos consecutivos. Em 2010, voltou a danar na direita e agora se entregou, de corpo e alma, ao (des) governo Lula. Não por acaso, abocanhou todos os cargos federais importantes no Acre. Em 2026, ele precisa abrir o olho se não pode dançar de vez.

Uma certeza
Petecão pode até falar que vai ter votos com quase todos os candidatos ao Senado, inclusive com Mario Bittar, mas no fundo ele tem uma certeza: ao contrário do que houve em sua eleição, em 2010 e em sua reeleição, em 2018, não terá mais votos dos liberais e tampouco dos conservadores. Por isso, vai ter que disputar os votos dos eleitores esquerdistas com Jorge Viana. Em 2018, quando foi derrotado, de goleada, por Marcio Bittar, Viana obteve apenas 14% dos votos.

Canalhice
Em entrevista ao programa Tribuna Livre, na semana passada, na TV Rio Branco-Rede Cultura, o pré-candidato ao Senado pelo PT, Jorge Viana, externou seu descontentamento em relação ao lamento da candidatura do então deputado estadual Ney Amorim ao Senado, em 2018, quando ele tentou, sem sucesso, a reeleição. “Além disso, ainda lançaram a chefe da Casa Civil como suplente. Foi quase uma canalhice”, afirmou. Segundo ele, o erro, custou sua derrota.

Quem era
A primeira suplente na chapa liderada pelo então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ney Amorim (PT) era a chefe da Casa Civil, procuradora do Estado, doutora Nazaré Araújo. Filha do saudoso governador José Augusto e da ex-deputada federal Antonia Lúcia, ela era uma excelente suplente. Portanto, o PT pode ter errado ao lançar duas chapas, mas a doutora Nazaré potencializou a chapa de Ney Amorim.

Pode ser beneficiado
Os coordenadores da campanha de Jorge Viana acreditam que várias candidaturas de direita poderão beneficiar a candidatura do petista. Em tese, sim. Ocorre que os eleitores estão cada vez mais conscientes sabem que a eleição de um senador, para muitos, é mais importante do que um governador. O ativismo jurídico do STF avançou tanto que virou militância política em favor da esquerda. Por isso, a eleição de senador ganhou novos contornos. Pela nossa Constituição Federal, só o Senado pode enquadrar ministros que desrespeitam a lei. Por isso, querem fazer uma limpeza no Senado em 2026.

Origem da crise
Essa crise no sistema de transporte coletivo de Rio Branco existe há mais de 20 anos, mas foi agravada na gestão do prefeito Marcus Alexandre. Pressionado pelo movimento estudantil, comandado por lideranças petistas-socialistas-comunistas, o prefeito caiu na besteira de subsidiar a passagem aos estudantes. Estatizaram um setor que sempre foi provado. O prefeito tinha boas intenções, mas estava na cara que isso não daria certo. Deixaram um abacaxi para o prefeito Alysson Bestene descascar.

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