Publicado em 04/06/2026
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Por Redação
A Polícia Civil do Acre (PCAC) iniciou a execução das ações da 2ª edição da Operação Mulher Segura 2026. A ofensiva nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), começou no último dia 1º de junho e tem como meta intensificar o enfrentamento à violência de gênero e ao feminicídio por meio de um esforço conjunto entre as forças de segurança, o Poder Judiciário e os órgãos de proteção social.
Diferente de ações convencionais de curto prazo, a mobilização deste ano seguirá um cronograma estendido até o dia 31 de dezembro. A estratégia nacional foi dividida em sete fases mensais sucessivas, alternando o foco entre a repressão qualificada — com a localização e captura de agressores com mandados de prisão em aberto — e campanhas preventivas de conscientização nas comunidades.
No Acre, a instituição adotou medidas estruturais imediatas para garantir a eficácia da operação. O efetivo da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Branco foi reforçado para acelerar o andamento dos inquéritos e ampliar a capacidade de assistência às vítimas na capital.
Simultaneamente, o governo do estado iniciou um programa de formação voltado para policiais do interior. Nesta primeira etapa da operação, 30 policiais civis de 18 municípios acreanos passam por um treinamento focado em atendimento humanizado e técnicas de escuta qualificada. O curso conta com instrutores convidados da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
A delegada Juliana De Angelis, coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, ressaltou que o acolhimento correto nas delegacias é o primeiro passo para romper o isolamento das vítimas.
“Esta operação representa um importante avanço na proteção das mulheres, pois une repressão qualificada aos agressores e fortalecimento da rede de atendimento. Estamos investindo na capacitação dos nossos policiais para que as vítimas encontrem acolhimento humanizado, escuta qualificada e um atendimento cada vez mais eficiente. A atuação integrada entre Polícia Civil, Secretaria da Mulher, Poder Judiciário e demais instituições é fundamental para romper ciclos de violência e salvar vidas”, afirmou a delegada.
Primeiros Resultados: Prisões em Flagrante e Mandados Cumpridos
O impacto da presença policial e do cruzamento de dados de inteligência já gerou reflexos nos primeiros dias de atividade. Balanço parcial divulgado pela Polícia Civil aponta os primeiros resultados práticos no estado:
| Indicador Operacional (Primeira Semana de Junho) | Dados Registrados |
| Mandados de prisão cumpridos contra agressores | Mais de 5 prisões efetuadas |
| Municípios com policiais em capacitação técnica | 18 cidades integradas |
| Foco das ações repressivas | Crimes de lesão corporal, ameaça e descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) |
As ações policiais e os mutirões de atendimento devem ganhar novas frentes ao longo das próximas semanas, com o início das vistorias de cumprimento de medidas protetivas e fiscalização de suspeitos em áreas rurais e urbanas de todo o Acre.

