Publicado em 04/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Um novo levantamento da Delta Agência de Pesquisa, revela um cenário eleitoral consolidado no Acre, marcado por intensa polarização e uma vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O estudo foi realizado entre os dias 25 e 30 de abril de 2026, ouvindo 1.006 eleitores nos 22 municípios do estado. A pesquisa, que possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número AC-02978/2026.
Na modalidade espontânea, quando o eleitor não recebe uma lista de nomes, o cenário ainda reflete um grande desengajamento ou indecisão, com 70,17% dos entrevistados afirmando não saber ou não responderam. Mesmo neste quadro, Flávio Bolsonaro lidera com 17,99%, seguido por Lula, com 8,95%. Outros nomes aparecem com índices residuais.
No cenário estimulado, a preferência do eleitorado acreano torna-se mais nítida. Bolsonaro amplia a distância, alcançando mais da metade dos votos declarados.
| Candidato | Intenção de Voto (Estimulada) |
| Flávio Bolsonaro | 56,06% |
| Lula | 22,27% |
No confronto direto de segundo turno, a tendência se mantém estável, com Flávio Bolsonaro chegando a 61,73%, contra 23,86% de Lula, consolidando a dificuldade de reversão do quadro para o atual presidente no estado.
Barreiras eleitorais: Rejeição e avaliação de governo
O alto índice de rejeição de Lula figura como um dos principais obstáculos para sua campanha no Acre. Segundo a Delta Agência, 57,06% dos eleitores afirmam que não votariam no petista “de jeito nenhum”. Em contrapartida, a rejeição a Flávio Bolsonaro é significativamente menor, registrando 21,57%.
Esse cenário de desaprovação reflete diretamente na avaliação da gestão federal. Atualmente, apenas 24,55% dos eleitores acreanos aprovam o governo Lula, enquanto 58,05% desaprovam a administração.
Para analistas, o conjunto de dados — desde a aprovação do governo até a intenção de voto — desenha um desafio robusto para a base governista no Acre, onde a preferência pelo nome de oposição mostra-se consolidada em todos os recortes da pesquisa.

