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Pedido de afastamento do governador tem repercussão na Aleac

Publicado em 10/12/2023 01:12
O pedido do afastamento protocolada pela Procuradoria-Geral da República contra o governador Gladson Cameli (PP), no âmbito da operação Ptolomeu, cujas investigações completam dois anos neste mês de dezembro, teve repercussão no plenário da Assembleia Legislativa. Quem colocou o assunto em debate foi o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), ao afirmar que, na quinta-feira, passada acompanhou o noticiário nacional sobre a Operação da Polícia Federal, em que a PGR apresentou denúncia e pediu afastamento do governador. Primeiro a defender o governador, foi o deputado Afonso Fernandes (PL). Ele afirmou que é preciso fazer uma reflexão sobre o que disse o colega Edvaldo Magalhães acerca da Operação Ptolomeu e assim como no carnaval as escolas apresentam seus sambas-enredo e não seria diferente que ele deixasse passar em branco o movimento da Procuradoria-Geral da República. “Edvaldo muito habilidoso em transformar esse enredo em peça teatral. Nós sabemos que não há nada de novo e esse pedido já esteve três vezes na mesa da ministra”, disse Fernandes, contrapondo ao colega. Segundo ele, o governador Gladson Cameli nunca foi ouvido e isso sim é a novidade na nova etapa do processo, que é o depoimento dos acusados. “O Poder Legislativo não é um tribunal de inquisição que os temas têm de discutidos com coerência e tranquilidade. “Não vamos criar chifre em cabeça de cavalo”, afirmou Afonso. O deputado Eduardo Ribeiro (PSD), também saiu em defesa do governador e lembrou que, na verdade, o governador nem réu e enfatizou que falta a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça. “O prolongamento tem causado problemas no Estado. Os fatos apresentados não são novos e temos que ter prudência para aguardar a luz que a Justiça trará à verdade dos fatos”, frisou Ribeiro. O vice-presidente da Aleac, deputado Pedro Longo (PDT) afirmou que é bom que se vive em País em que valem várias narrativas ou caso o presidente Lula, por exemplo, estaria preso ainda. Na condição de ex-juiz, Pedro Longo se refere ao discurso de Edvaldo Magalhães sobre a Operação Ptolomeu. “Se a denúncia for aceita, ainda não o foi, aí inicia a fase processual”, disse ele, que é juiz aposentado. Ainda segundo Pedro Longo, não há fundamento no pedido de afastamento do governador Gladson Cameli porque os fatos não são contemporâneos. “Quero dizer que tenho confiança muito grande na Justiça”, disse, lembrando que no início se falava em desvios em R$ 830 milhões, algo que faria o estado quebrar. “Agora se fala em R$10 milhões”, ironizou o deputado. Para ele, o pedido da Procuradoria Geral da República não tem sustentação jurídica.
Grande acusação
Deputada federal Antonina Lucia (Partido Republicano) fez, nesta terça-feira, 05, graves acusações ao genro, Cristian Moraes, marido de sua filha, Gariela Câmara, presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) e ao pai de |Cristian, o deputado Manoel Moraes (PP), líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
Abuso sexual
Contra Crinstian, Antonina Lucia apresentou queixa de abuso sexual a uma neta dela de apenas sete anos. A deputada fez acusação contra a própria filha, alegando que Gariela tomou conhecimento dos abusos, mas não tomou as devidas providências. O relato, segundo a deputada, foi feito pela neta, quando ela e uma irmã de três anos, foram passar uns dias com a avó, em Brasília.
O outro lado 
Cristian Moraes nega as acusações e afirma que a sogra estaria a sofrer problemas psicólogos, uma vez que apresentou queixas contra a própria filha e uma pastora que apoiou sua candidatura em 2022. O deputado Manoel Moraes também negou ter feito ameaças de morte à deputada e que a deputada teria montado um cenário para ter a guarda das duas netas, mas está destruindo a própria família.
Fora do grupo 
Alegando discordar de questões internas, o deputado Tanizio Sá, líder do MDB na Assembleia Legislativa, decidiu sair do grupo de WhatsApp do partido na manhã desta terça-feira, 05. “Não consigo contribuir enquanto alguns prejudicam o crescimento do MDB. Agradeço a todos e desejo sucesso. Um abraço”, disse o parlamentar.
Cabeças brancas
Na verdade, o deputado saiu do grupo para evitar confronto com os “cabeças brancas”, os dirigentes mais antigos do partido, que compõem a chamada velha guarda. Um deles é o secretário-geral da executiva regional, ex-prefeito de Brasileia, Aldemir Lopes. O outro nome, o deputado prefere não revelar o nome.
Expansão
Presidente da Dom Porquito, Paulo Santoyo apresentou arrojado projeto de expansão da produção de suínos no Acre, que tem a agricultura familiar como principal beneficiada. Sontoyo foi recebido no palácio Rio Branco pela governadora em exercício, Mailza Assis (PP), num encontro articulado pelo presidente da Aleac, Luiz Gonzaga.
Triplicou aposta
Santoyo apresentou o projeto que prevê a inclusão de 300 produtores de suínos, que juntos, terão capacidade de produzir 96 mil unidades, a partir de 2025.Santoyo disse que a capacidade de produção da Dom Porquito é três vezes maior que a atual, porém a falta de matéria prima impede a indústria de aumentar as exportações.
Potencial 
“O potencial de produção do povo do Acre é fantástico. Precisamos aproveitar esse potencial para fortalecer a agricultura familiar e ao mesmo tempo fazer chegar às linhas de crédito a esses pequenos produtores “, explicou Santoyo. As Dons Porquito já mantem relação comercial diretamente com mais de dez países.
Regulamentação
Secretário de produção do Governo do Acre, deputado licenciado Luiz Tchê (PDT) ratificou a proposta e disse que o governo vai acelerar a regulamentação fundiária para que os bancos possam financiar os projetos. O deputado Luiz Gonzaga lembrou que o incentivo da Aleac para o setor começou em junho desse ano, com a audiência pública realizada pela Aleac em Epitaciolândia.
Celeridade
Na sessão desta terça-feira, 05, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Adailton Cruz (PSB) falou sobre a visita que recebeu da família da enfermeira Géssica Melo, morta durante uma perseguição policial na manhã de sábado, 02, na BR-317, em Capixaba. O parlamentar pede celeridade nas investigações e punição dos culpados.
Perseguição e morte
O deputado relatou que a enfermeira perdeu a vida em circunstâncias que levantam sérias questões sobre o uso demasiado da força policial. Ele destaca que a profissional foi perseguida por uma viatura da Polícia Militar após não obedecer a uma ordem de parada. A situação escalou para o extremo quando tiros foram disparados contra o veículo de Géssica, resultando em sua trágica morte.
Solidariedade 
“Diante de todos os fatos ocorridos, quero aqui manifestar minha solidariedade aos familiares da vítima e compartilhar suas preocupações em relação ao incidente. É de extrema importância que sejam feitas investigações rigorosas para assegurar que os responsáveis por essa fatalidade não fiquem impunes”, disse Adailton.
Unanimidade
Por unanimidade, a Assembleia Legislativa do Acre aprovou, nesta terça-feira,05, a lei proposta enviada pelo Poder Executivo que autoriza o governo a remanejar, no Orçamento Geral do Estado, recursos de emendas parlamentares não utilizados por questões técnicas.
Execução
A proposta visa à viabilização da execução de emendas parlamentares consignadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), referente ao exercício financeiro de 2023 e não executadas por impossibilidade técnica, mediante inclusão de previsão autorizando a abertura de crédito especial para remanejamento dos respectivos recursos orçamentários.
Cumprir metas
A abertura de crédito especial ocorrerá estritamente quando constatada a impossibilidade técnica de execução das emendas, resguardando, assim, a responsabilidade fiscal e a transparência na gestão dos recursos públicos. O objetivo de garantir a execução de um maior número de emendas e o cumprimento das metas previstas para o exercício em questão.

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