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Patriotadas

Publicado em 05/01/2024 09:01

Ser patriota é algo profundamente importante, jamais as patriotadas, posto que, estas jamais serão aceitas. 

    Quais os crimes que deverão ser posto na conta do ex-presidente Jair Bolsonaro, particularmente, os acontecidos no dia 8 de janeiro de 2.023? Jamais me atreveria a identificá-los, entretanto, por se tratar da maior agressão já vivida pela nossa democracia, ir a fundo, para identificar todos àqueles que planejaram e financiaram o quebra-quebra nas sedes dos nossos três poderes, fez-se absolutamente necessário. Do contrário, a nossa democracia continuará sob ameaça.

    Portanto, recomendo àqueles que se encontram a vontade e, particularmente, àqueles que se preocupam com o futuro das democracias, inclusive da nossa, que leiam um dos mais consagrados “best seller”, no caso, “Como as democracias morrem” este por sua vez, de autoria da super-dupla: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt.

   Certa vez, um dos “patriotários” assumidamente bolsonarista, perguntou-me: porque os manifestantes que patrocinaram o 8 de janeiro estão sendo acuados de golpistas se nenhum deles portavam nenhuma arma? E ainda acrescentou: nestas condições, seria possível a realização de um golpe de Estado? Apenas respondi-lhes: o 8 de janeiro era mais uma das etapas no calendário dos golpistas.

   Igual resposta também daria a alguns dos patriotários assumidamente lulistas, caso me sugerisse determinadas ações notoriamente antipatrióticas. É disto que devemos tratar.

    Se o lar do mais modesto brasileiro, segundo as nossas leis, é plenamente protegido, sob pena dos seus invasores serem submetidos aos rigores das nossas próprias leis, o que se dizer da depredação acontecida nas sedes dos nossos três poderes, inclusive a do nosso poder judiciário, àquele que foi mais violentamente depredado?

   Caso às nossas autoridades cruzassem os braços ante a avalanche dos crimes praticados no dia 8 de janeiro de 2022, seria um estímulo para as nossas futuras eleições, sobretudo, às de 2026. Portanto, identificar àqueles que verdadeiramente planejaram e financiaram os crimes ocorridos tornou-se um imperativo de ordem patriótica.

  Identificá-los, sobretudo os principais responsáveis pelos crimes praticados, tornou-se um imperativo a ser enfrentado pelas nossas autoridades, posto que, entre os invasores, a maioria deles sequer tinha noção que estavam participando de um crime. Em relação a estes, muito provavelmente, a nossa própria justiça saberá como tratá-lo.

  Como na investigação de todo qualquer o crime o primeiro questionamento a ser feito é: “a quem interessa o crime”, com base nesta premissa, o ex-presidente Jair Bolsonaro será ou não culpado.

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