Publicado em 01/06/2026
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Por Redação
O mês de junho marca a transição definitiva para o inverno no Hemisfério Sul e promete trazer as primeiras ondas de frio mais intensas de 2026 para o Acre. A previsão é do meteorologista Davi Friale, que aponta para um cenário de redução drástica nas chuvas e termômetros registrando temperaturas ligeiramente abaixo da média climatológica para o período.
De acordo com o especialista, o mês consolida a mudança no tempo em toda a região. “Junho é o mês do fim do outono e do início do inverno no Acre. É o período que, efetivamente, dá início à chegada das mais fortes ondas de frio polar e da época mais seca do ano”, explicou Friale.
A principal característica do mês é a estiagem. Em Rio Branco, a média histórica de precipitação despenca de 98,7 milímetros (registrados em maio) para apenas 44,8 milímetros em junho. O fenômeno é ainda mais visível no interior do estado: em Epitaciolândia, por exemplo, o volume despenca de 81,8 milímetros para 32,2 milímetros.
Apesar do tempo seco predominante, o meteorologista faz um alerta para a instabilidade que acompanha a mudança de ventos. “As chuvas ficam muito reduzidas, mas podem ser fortes e acompanhadas de raios e ventanias, quando da chegada de ondas de frio polar”, destacou.
Para este ano, os modelos atmosféricos apontam que o comportamento do clima deve seguir dentro da normalidade histórica. As projeções indicam que as chuvas devem oscilar cerca de 20% acima ou abaixo da média, com temperaturas um pouco mais baixas do que o habitual para o mês.
Friale estima que pelo menos duas massas de ar polar cruzarão o estado nas próximas semanas, derrubando os termômetros.
“Nossas estimativas são de que chegarão ao Acre, neste mês, duas ondas polares, provocando o fenômeno da friagem. Assim, a baixa umidade do ar, com dias ensolarados e noites amenas, marcará boa parte deste mês”, concluiu o meteorologista.
| Histórico de Mínimas Extremas em Junho | Temperatura |
| Rio Branco | 7,8°C |
| Tarauacá | 10,8°C |
O registro de marcas tão baixas no passado evidencia o potencial das massas de ar polar que conseguem romper a barreira amazônica nesta época do ano, transformando as tardes quentes da região em dias de casaco e proteção contra o vento frio.

