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Frente Única Sindical cita “superávit de caixa” e apresenta nova contraproposta ao governo do Acre

Publicado em 26/03/2026

Foto : Diego Gurgel/Secom

Por Redação

A Frente Única de Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Acre apresentou, nesta quinta-feira (26), uma contraproposta ao governo estadual durante coletiva realizada em Rio Branco. A iniciativa responde às medidas anunciadas pelo Executivo em reunião ocorrida no dia 24 de março na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

O posicionamento das entidades foi exposto pelos representantes Rafael Diniz, do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL), e Fábio Macedo, do Sindicato dos Especialistas Executivos (SINDEEX), que atuaram como porta-vozes do movimento.

Na reunião anterior, a equipe governamental — composta por Segov, Casa Civil, Sead, Seplan e Sefaz — apresentou verbalmente um conjunto de medidas, sem formalização por escrito. Entre elas estavam:

aumento do auxílio-alimentação para R$ 700;

criação desse benefício, no mesmo valor, para policiais militares e bombeiros;

retomada das progressões funcionais;

concessão de auxílio-saúde de R$ 500 para servidores inativos, civis e militares.

Após analisar dados fornecidos pela Sead, a Frente optou por uma alternativa diferente. O grupo propõe manter o auxílio-alimentação nos valores atuais (entre R$ 420 e R$ 500) e instituir um auxílio-saúde único de R$ 900, destinado a todos os servidores — ativos e aposentados, civis e militares.

Segundo Rafael Diniz, a proposta busca atender principalmente aposentados, que enfrentam maiores despesas com medicamentos e tratamentos de saúde.

Criada em maio de 2025, a Frente afirma representar cerca de 30 mil servidores do Executivo estadual. Desde então, o movimento defende três reivindicações principais:

reajuste geral de 20,39%, referente a perdas inflacionárias acumuladas entre 2019 e 2025;

aumento do auxílio-alimentação para R$ 1.000;

criação de auxílio-saúde também no valor de R$ 1.000 para ativos, inativos e pensionistas.

Fábio Macedo justificou a viabilidade da proposta com base no superávit financeiro do Estado, estimado em mais de R$ 600 milhões em 2025. Para ele, esse cenário permitiria ampliar o auxílio-saúde para R$ 900.

O sindicalista também criticou a distribuição de recursos entre os poderes, comparando valores destinados ao Legislativo com aqueles direcionados ao pagamento dos servidores do Executivo. Além disso, destacou situações de servidores que recebem abaixo do salário mínimo, necessitando complementação para atingir o piso nacional.

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