Publicado em 31/05/2026
Foto: Cedida
Por Redação
Mesmo após a decisão da Justiça que determinou a suspensão imediata da greve da educação municipal em Rio Branco, os profissionais da rede decidiram manter a mobilização. A categoria convocou uma nova manifestação para a próxima segunda-feira, dia 1º de junho, em frente à sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
Diferentemente dos atos anteriores, que contavam com a liderança formal das entidades de classe, o novo protesto está sendo articulado de forma independente pelos próprios educadores. A mudança na organização ocorre como uma resposta direta à liminar concedida pelo desembargador Nonato Maia na última segunda-feira (26), que identificou indícios de ilegalidade no movimento e proibiu a continuidade da greve.
A decisão judicial impôs uma pesada sanção financeira: multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e ao Sindicato dos Professores da Educação Básica da Rede Pública do Acre (Sinproac), com teto inicial fixado em R$ 500 mil.
A convocação para o ato de segunda-feira ganhou força nas redes sociais com o lema “A luta continua”. Diante do fantasma das multas, as lideranças sindicais confirmaram o recuo estratégico da estrutura institucional, repassando as decisões deliberativas para as assembleias de base.
O reflexo da decisão dos trabalhadores já é sentido nas salas de aula. Nos últimos dias, diversas escolas da rede municipal emitiram comunicados oficiais aos pais e responsáveis informando a manutenção das paralisações por tempo indeterminado. Em uma das notas, a direção da Creche Sorriso de Criança atribuiu o impasse na retomada das aulas à retirada de uma proposta anteriormente apresentada pela prefeitura durante a mesa de negociações.
Impasse e ameaça de cortes salariais
A queda de braço entre os servidores e o Executivo municipal ganhou novos contornos de tensão. A Secretaria Municipal de Educação (Seme) emitiu um alerta oficial informando que os servidores que não retornarem imediatamente aos postos de trabalho estarão sujeitos a descontos salariais na folha de pagamento, além de outras sanções administrativas previstas pelo descumprimento de ordem judicial.
A pauta de reivindicações dos trabalhadores da educação municipal inclui:
Reajuste salarial;
Reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR);
Valorização dos profissionais que atuam no setor de apoio;
Melhorias estruturais nas unidades de ensino da capital.
Para a manifestação desta segunda-feira no TJAC, os educadores independentes estão adotando em seus materiais de divulgação palavras de ordem como “Educação unida é mais forte”, “Respeito, valorização e direitos” e “A educação muda vidas”.

