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Divergência entre sindicatos ameaça travar pacote de benefícios do governo e pode prejudicar mais de 50 mil servidores.

Publicado em 26/03/2026

Foto: Reprodução| Juruá Comunicação

Por Redação

A resistência de parte dos sindicatos em aceitar o pacote de benefícios proposto pelo governo do Estado, complementar ao reajuste de 5,08% da Revisão Geral Anual (RGA), pode acabar travando medidas que beneficiariam mais de 50 mil servidores públicos.

Na mesa de negociação, o governo apresentou propostas de alcance amplo, como a criação de um auxílio-saúde de R$ 500 para servidores inativos e pensionistas, atingindo cerca de 18 mil pessoas. Também está prevista a retomada das progressões salariais, por via administrativa, para servidores que ingressaram sem concurso, além do reajuste linear do auxílio-alimentação, que passaria a R$ 700 para todas as categorias. A proposta inclui ainda a extensão desse benefício a policiais e bombeiros militares.

Apesar disso, alguns sindicatos rejeitaram o pacote e apresentaram contrapropostas que, segundo o governo, ultrapassam a capacidade financeira do Estado. Estimativas apontam que as demandas sindicais poderiam gerar um impacto de quase R$ 550 milhões em apenas nove meses, valor considerado inviável diante do cenário fiscal atual.

O secretário de Governo, Luiz Calixto, defendeu cautela e responsabilidade com as contas públicas. Segundo ele, a prioridade é manter o pagamento dos salários em dia e cumprir compromissos já firmados, como a quarta parcela da RGA, prevista para junho, que representa um impacto mensal de cerca de R$ 27 milhões. O percentual, inclusive, supera a inflação acumulada medida pelo IBGE, de 3,81% nos últimos 12 meses.

O impasse ocorre em um momento decisivo, já que o prazo legal para concessão de novos benefícios, devido ao calendário eleitoral, se encerra em 31 de março. Caso não haja acordo até essa data, os servidores podem perder a chance de receber os benefícios ainda este ano.

Nos bastidores, a avaliação é de que a postura mais rígida de parte das entidades sindicais pode acabar comprometendo avanços já colocados em negociação, prejudicando o conjunto do funcionalismo público.

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