Publicado em 17/06/2026
Foto: Assessoria
Por Alessandra Karoline
Após uma intensa programação que percorreu diversas regiões da capital acreana, o projeto cultural “Era Uma Vez: Contando e Recontando Histórias da Amazônia” encerrou suas atividades com um balanço altamente positivo. Ao todo, a iniciativa alcançou mais de 700 pessoas, entre crianças, educadores e moradores das comunidades que receberam as apresentações.
Idealizado pela produtora cultural e contadora de histórias Naiara Pinheiro, o projeto utilizou a tradição oral como uma poderosa ferramenta pedagógica e social. O objetivo principal foi incentivar o hábito da leitura, valorizar a cultura regional e fortalecer a identidade amazônica em apresentações totalmente gratuitas.

Ao longo de sua execução, o projeto descentralizou o acesso à cultura e passou por locais estratégicos da cidade, incluindo:
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae);
O Educandário Santa Margarida;
A Creche Sorriso de Criança;
O bairro Cidade do Povo;
A Comunidade Esperança, localizada na Baixada da Sobral;
O Horto Florestal.
Em cada espaço visitado, o público foi transportado para o universo dos mitos, lendas e narrativas tradicionais da Amazônia. Segundo a idealizadora Naiara Pinheiro, a proposta buscou aproximar as crianças da literatura de forma leve e lúdica.

“Cada apresentação foi uma oportunidade de compartilhar histórias que fazem parte da nossa identidade e incentivar o contato das crianças com a leitura de forma leve e divertida”, destacou a coordenadora.
Para além do entretenimento e do resgate do patrimônio imaterial, as sessões de contação de histórias também promoveram debates fundamentais para a atualidade. Temas como a preservação ambiental, o respeito à natureza e a valorização dos saberes dos povos tradicionais da região foram transversais a todas as narrativas apresentadas.
O projeto “Era Uma Vez: Contando e Recontando Histórias da Amazônia” foi viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A iniciativa contou com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além do apoio do Sistema Nacional de Cultura (SNC), do Programa Cultura Viva, da Fundação Garibaldi Brasil (FGB) e da Prefeitura de Rio Branco.

