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Cheia do Rio Acre provoca atraso no calendário escolar da capital e empurra fim do ano letivo para 2026

Publicado em 30/12/2025

A elevação do nível do Rio Acre, que já ultrapassa a marca de 15,36 metros, passou a afetar diretamente o funcionamento da rede municipal de ensino de Rio Branco. Diante do cenário, a Prefeitura confirmou que o ano letivo de 2025 não será concluído dentro do prazo previsto e terá encerramento apenas em janeiro de 2026.

A informação foi confirmada pelo vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, em entrevista concedida nesta segunda-feira (29). Segundo ele, os atrasos são consequência de uma série de dificuldades acumuladas nos últimos anos, agravadas pelas cheias recorrentes enfrentadas pela capital. “Já começamos o ano com atraso por conta das enchentes anteriores. Esse acúmulo de crises impacta diretamente o calendário escolar”, explicou.

Atualmente, apenas cerca de 20% das unidades da rede municipal conseguiram finalizar o ano letivo dentro do prazo. A maioria das escolas segue com atividades em andamento ou com o cronograma comprometido. A previsão da Secretaria Municipal de Educação é que parte das unidades conclua as aulas até o dia 15 de janeiro, enquanto o encerramento total das 88 escolas e anexos ocorra até 30 de janeiro.

Apesar de nenhuma escola ter sido diretamente atingida pelas águas, três unidades precisaram ser utilizadas como abrigos temporários para famílias desalojadas. Entre elas estão a Escola Anice Jatene, que já havia finalizado o calendário escolar, além das escolas Álvaro Vilela Rocha, na região da Conquista, e Maria Lúcia, no bairro Morada do Sol, que serão disponibilizadas após a conclusão das atividades pedagógicas.

Bestene destacou ainda que o impacto das enchentes vai além da estrutura física das escolas. Muitos professores e servidores residem em áreas alagadas, o que dificulta o deslocamento até as unidades de ensino. A situação é agravada pela cheia dos igarapés Batista e São Francisco, que compromete o acesso a algumas regiões da cidade.

Com o cenário ainda instável, a prefeitura já projeta o próximo ano letivo. A previsão é que as aulas de 2026 tenham início em março, com fevereiro reservado para o período de férias legais dos profissionais da educação. Segundo a gestão municipal, todas as decisões seguem sendo tomadas com base na segurança de alunos, servidores e da comunidade escolar.

Enquanto isso, o atendimento às famílias afetadas pela enchente permanece concentrado no Parque de Exposições, onde equipes municipais atuam no acolhimento humanitário e na assistência às pessoas desalojadas.

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