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Audiovisual do Acre recebe R$ 3 milhões em retomada de política de fomento nacional

Publicado em 08/04/2026

Foto: Juliana Uepa/MinC

Por Redação

O setor audiovisual acreano contará com uma injeção de R$ 3 milhões para financiar e impulsionar projetos locais. O investimento é resultado da retomada da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, uma ação do Governo Federal coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

A iniciativa, que estava paralisada desde 2018, tem como principal objetivo descentralizar o fomento cultural, garantindo que recursos cheguem a estados e municípios fora dos grandes centros produtores tradicionais.

O modelo dos Arranjos Regionais funciona por meio de contrapartidas. Do montante total destinado ao Acre:

R$ 2,5 milhões são oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pelo Governo Federal.

R$ 500 mil representam a contrapartida do ente federativo local (estado/município).

Onde os recursos poderão ser aplicados?

A verba abrangerá toda a cadeia produtiva do audiovisual. Profissionais e produtoras do Acre poderão utilizar o fomento para:

Produção de curtas e médias-metragens.

Desenvolvimento de animações e conteúdos infantis.

Criação de jogos eletrônicos (games).

Ações de difusão, pesquisa e formação profissional.

Atividades cineclubistas e preservação de memória audiovisual.

Impacto Nacional e Região Norte

Em todo o país, a Política de Arranjos Regionais está mobilizando R$ 630 milhões. Apenas para a Região Norte, foram destinados R$ 95 milhões, contemplando o Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, além de fomento direto a capitais da região.

As demais regiões do Brasil também foram contempladas: o Nordeste receberá a maior fatia (R$ 246 milhões), seguido pelo Sul (R$ 112,5 milhões), Centro-Oeste (R$ 102 milhões) e Sudeste (R$ 75 milhões).

Visão estratégica

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a descentralização dos recursos é estruturante para a economia criativa. “O audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda, transforma a vida das pessoas, cria oportunidades e abre portas para as novas gerações”, destacou.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, reforçou o caráter unificador do projeto: “Quando um filme brasileiro entra em cartaz, é o Brasil inteiro que entra em cartaz, e é isso que os Arranjos Regionais vão fazer de norte a sul”.

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