Publicado em 17/04/2026
A princípio, Alan Rick e Gladson Cameli veem-se e são considerados favoritos, mas ainda é cedo.
Num país provido de uma “farofada” de partidos políticos e de uma exagerada quantidade de candidatos, todos buscando os arranjos que melhor lhes interessam, prever com tanta antecedência quem sairá vitorioso e/ou derrotado não é o melhor exercício de futurologia.
Aqui no nosso Acre, muitos já embarcaram rumo a Manacapuru quando já haviam preparado as festanças para comemorar as suas esperadas vitórias e foram comer o pão que o diabo havia amassado.
Em relação à disputa pelo governo do nosso estado, tem-se por certo que ela poderá ocorrer num hipotético 2º turno. Portanto, restará saber quem lá chegará, ainda que nele venha a ser derrotado.
Em relação à disputa pelas nossas duas vagas ao Senado, os eleitos serão os dois mais votados no 1º turno, independentemente dos percentuais de votos alcançados. E, a se confirmar o favoritismo do ex-governador Gladson Cameli, só haverá uma vaga a ser ocupada.
Alan Rick, Mailza Assis, Tião Bocalon e Thor Dantas, segundo as pesquisas e nesta ordem, no presente, estão aparecendo como os mais bem posicionados na disputa para o governo do nosso estado. Mas, como muitas águas hão de correr por debaixo das pontes que terão de enfrentar, muitas surpresas poderão acontecer, seja para as mais festivas comemorações e/ou para suas indigestas lamentações.
Os resultados de uma mineração e de uma eleição só devem ser comemorados ou lamentados após suas correspondentes apurações. Até porque nada mais prudente que se esperar pelos seus resultados finais e, ainda mais acertadamente, serem certificados pela nossa Justiça Eleitoral.
Como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, como bem diz o adágio popular, o mesmo acontece com todos os candidatos que cautelosamente buscam conquistar seus votos.
Ainda que os resultados das pesquisas exerçam certa influência sobre os candidatos que aparecem na dianteira, nem sempre os seus resultados são confirmados pelas urnas.
Eu, particularmente, nas minhas avaliações, só tenho por certo uma coisa: haverá um 2º turno na escolha do nosso futuro governador ou governadora. Quem contra quem, não ousaria definir. Em relação à disputa pelas duas vagas do Senado, dada a existência de várias candidaturas (e várias delas potencialmente competitivas), a dupla vencedora será aquela que melhor se conduzir no curso de suas respectivas campanhas eleitorais.
Como lembrete, redundâncias à parte, lembro: a disputa pelo Senado se dará no 1º turno entre os dois candidatos mais votados.

