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segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A corda esticou

Publicado em 04/05/2026

O relacionamento Lula/Davi Alcolumbre encontra-se em um nível preocupante.

Há mais de um século, portanto há mais de 123 anos — relembrando: apenas no governo do então presidente Floriano Peixoto aconteceu o que recentemente se repetiu —, o indicado pelo nosso presidente para ocupar uma das vagas do STF teve o seu nome rejeitado pelo Senado.

A “esquisitice” deste fato deixou uma série de questionamentos. Entre eles, o principal: como restará o relacionamento entre o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado até as próximas eleições e a posse dos novos eleitos e, em particular, daquele que irá nos presidir no quadriênio 2027-2030?

O que levou o senador Davi Alcolumbre a “chutar a mesa”, como se diz na gíria política? Que o relacionamento entre ambos nunca foi 100% harmonioso — nem para o próprio senador, nem para o presidente Lula — estamos fartos de saber, até porque, para retornar à presidência do Senado pela 3ª vez, Davi Alcolumbre contou com os votos dos lulistas e dos bolsonaristas; atender a ambos, em razão da nossa odiosa polarização política, seria impossível.

Disto resultou a não aprovação do indicado, Jorge Messias, para ocupar a vaga que se encontrava em aberto no colegiado do STF (Supremo Tribunal Federal).

Como no final dos seus mandatos todos aqueles que ocupam funções executivas, seja na Presidência da República, nos governos estaduais e até mesmo nas prefeituras, não raramente veem-se condicionados a “comer o pão que o diabo amassou”, para não fugir dessa regra, o próprio presidente Lula acabou engolindo o indesejável pão: no caso, a não aprovação do nome que havia indicado para ocupar a 11ª vaga do STF.

Daí a pergunta que não quer calar: quais as implicações da referida derrota em relação à disputa eleitoral que se avizinha? Respondo: só o tempo dirá, até porque, em um país partidariamente bagunçado como o nosso, tudo poderá acontecer.

Engana-se quem pensar que foi o pró-bolsonarismo quem venceu, posto que, e muito lamentavelmente, o que esteve em jogo foi o anti-bolsonarismo e o anti-lulismo, a maldição que continua nos restando e que, ao que tudo faz parecer, irá até as nossas próximas eleições.

Portanto, do quadriênio 2027-2030, nada de desejável poderemos esperar, até porque, com Lula para exercer um 4º mandato presidencial ou com alguém que carregue o sobrenome Bolsonaro, o nosso país continuará caminhando rumo ao abismo.

Não é de heróis, ou mais precisamente de falaciosos heróis, que estamos carentes. Acorda, Brasil!

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