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quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Acre

Ariel e Eloísa – conheça a história das gêmeas por adoção

Publicado em 26/05/2026

Foto: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Por Comunicação TJAC

Aos dois anos de idade, Ariel e Eloísa adoram interagir com a contação de histórias do papai e da mamãe. O momento da leitura cria uma memória afetiva preciosa. Só de olhar a ilustração, já reagem com a mensagem da página. Juntas terminam as frases do seu livrinho preferido, que já foi lido várias e várias vezes.

O clímax está em: “Quando se encontraram, Ariel e Lolô pareciam gêmeas. Elas se tornaram melhores amigas”. Em seguida, os desenhos mostram que as duas pequenas adoram ir para a piscina. As leitoras ficam tão empolgadas, que até fazem uma dancinha. Mas a alegria não para por aí, as protagonistas têm um final feliz e o melhor: ele é real.

Os autores sintetizaram na narrativa o sonho, a fé, a simbologia da união das irmãs e como elas vivem o milagre do amor na Família Oaskes. Redigido pelos pais, que são servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a obra se materializou transformando fotografias em desenhos com ajuda da inteligência artificial. Ariel e Lolô não são gêmeas de sangue, mas são gêmeas de destino e coração.

Família Oaskes

Depois de cinco anos casados, Carlos Augusto e Larissa ainda não tinham filhos. Foram mais de dois anos tentando e a gravidez não aconteceu. Em razão disso, iniciaram investigações sobre a saúde, porque queriam se tornar pai e mãe. Na pandemia, tomaram a decisão de entrar no Cadastro Nacional de Adoção.

A audiência que formalizou a adoção ocorreu em junho de 2024 na 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco. Além de considerarem a espera curta, nesse meio tempo Larissa engravidou. Anne Ariel nasceu em agosto, Larissa brinca que ela foi presente do Dia dos Pais.

No entanto, a ligação do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) da 2ª Vara da Infância e Juventude ocorreu quatro meses depois – Maria Eloísa veio como presente de Natal. “Eu estava puérpera e era mãe de primeira viagem, agora de gêmeas! Nunca passou pela minha cabeça essa configuração. Até porque ela veio bebê e no cadastro colocamos na idade que poderia ter ‘até três anos’ e sem descrição de características físicas. Então, as duas serem bebês e tão parecidas…” – o pai completa a frase: “Deu a certeza de que era pra gente!”.

Ariel e Lolô – Uma história de amor

“Todo mundo pensava que elas eram gêmeas”, enfatiza a mãe. A feição infantil, cor da pele e o cabelo são semelhantes. Além de ter a mesma idade, porque nasceram com apenas seis dias de diferença.

As filhas possuem rotina de gêmeas realmente, inclusive estavam com o mesmo penteado, vestidas de jeans e com botinhas iguais, diferenciando apenas pela cor.

A mãe diz que sempre achou bonitinho irmãos que se vestem parecido. No entanto, com o tempo foi ficando mais clara as preferências e os traços de identidade de cada uma, então agora elas se vestem combinadas, mas não iguais.

“Elas são super amigas e companheiras. Na época da introdução alimentar, as duas viveram essa fase juntas, começaram a engatinhar e andar juntas, elas conversam o dia inteiro e uma ajuda a outra a se desenvolver”, descreve a mãe.

Pretendentes à Adoção

O curso Preparação dos Pretendentes à Adoção, ofertado pela Escola do Poder Judiciário e o acompanhamento da 2ª Vara da Infância e Juventude foram elencados como apoio importante no processo, pois colaboraram na fase em que eles estavam amadurecendo com as complexidades envolvidas nesta escolha.

Sobre a missão de ser pai, Carlos Augusto compartilhou várias reflexões. “A gente sempre pensou, como casal, que poderia mudar o contexto de uma criança. Quando entramos no universo da adoção, a gente achava que estava fazendo algo por uma criança, mas quando ela chegou, entendemos que foi ela que transformou a nossa vida”, contou.

De igual modo, a mãe também enfrentou seus paradigmas. “A maternidade é muito transformadora! Primeiro, porque você se desconstrói totalmente, tudo que você achava que sabia, você vê que não sabe. É uma doação por completo. Mas, o que antes era desafiador, hoje é prazeroso. A gente ama se doar. É um amor apaixonado, que gera um estado de encantamento 24 horas. Tudo que elas fazem, deixam a gente derretido”, declara.

Ao relembrarem os primeiros episódios da biografia das meninas, descreveram o caos gerado pela surpresa das gêmeas. Mas os fatos foram o catalisador para que a estrutura do relacionamento se solidificasse ainda mais, a rede de apoio dos parentes se fortalecesse e tudo isso permitiu viver a plenitude do amor das filhas. “A gente está numa fase muito gostosa, porque nessa idade tem bastante troca. Tudo que a gente faz, elas correspondem. Elas reagem, mostram as emoções. Até entre elas, elas interagem, sentem falta uma da outra. Esses sentimentos completam os nossos dias”, concluiu Larissa.

#Adotaréamor

Hoje, 25 de maio, celebra-se o Dia Nacional da Adoção. Ela foi oficializada no calendário brasileiro pela Lei n° 10.447, de 9 de maio de 2022. Posteriormente, se tornou um marco para desmistificação sobre essa adoção, para que a sociedade saiba que este processo do Poder Judiciário é o caminho seguro para proteger a criança e a nova família.

No ano de 2025, foram realizadas 28 adoções de crianças e adolescentes no Acre. Foram 13 em Rio Branco, seis em Cruzeiro do Sul, três em Sena Madureira, uma em Tarauacá, duas em Feijó e três em Porto Acre.

De acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), no momento presente, há nove crianças para adoção no Acre, outras 13 com o processo em trâmite e 62 pretendentes ativos.

Segundo a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Infância e Juventude, desembargadora Regina Ferrari: “A adoção é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com o futuro de crianças e adolescentes que aguardam por um lar. Neste Dia Nacional da Adoção, reforçamos a importância de conscientizar a sociedade sobre a adoção legal, que garante segurança, proteção e dignidade para toda a família. O Poder Judiciário segue comprometido em assegurar que esse processo aconteça de forma humanizada e segura”.

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