Publicado em 22/05/2026
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Por Redação
O Acre registrou 297 denúncias de violência contra a mulher entre janeiro e abril de 2026, conforme dados do painel do Ligue 180, canal nacional de acolhimento e orientação às vítimas. As informações, divulgadas pelo Ministério das Mulheres, mostram que a maior parte dos casos ocorre dentro do ambiente doméstico e é denunciada pelas próprias vítimas.
No período analisado, o estado contabilizou 287 protocolos de atendimento e 910 relatos de violência vinculados às denúncias recebidas. Os números indicam que muitas vítimas sofrem diferentes tipos de agressão ao mesmo tempo, incluindo violência psicológica, física, moral, patrimonial e sexual.
De acordo com o levantamento, a residência da vítima segue sendo o principal local das ocorrências. Foram 165 denúncias registradas dentro da casa da mulher e outras 97 em residências compartilhadas com o agressor. Também houve notificações em casas de familiares, espaços públicos, ambientes virtuais, transporte coletivo e locais de trabalho.
Entre os tipos de violência mais frequentes está a psicológica, com 21 registros detalhados no recorte divulgado pelo painel. Também aparecem com destaque casos de violência doméstica, física, moral, patrimonial e sexual.
Os dados revelam ainda que, na maioria das situações, é a própria vítima quem procura ajuda. Das 297 denúncias registradas no Acre, 206 foram feitas diretamente pelas mulheres agredidas. Outras 91 partiram de terceiros, como familiares, amigos e vizinhos.
No cenário nacional, o Acre aparece à frente de estados como Rondônia, Tocantins, Amapá e Roraima em número de denúncias registradas no período. São Paulo lidera o ranking nacional, com 14.678 denúncias, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

