Publicado em 15/07/2026
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Por Alessandra Karoline
Nesta quarta-feira, completam-se exatamente três semanas desde que dois violentos terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 devastaram a Venezuela. Desde então, o país vizinho enfrenta uma crise humanitária sem precedentes modernos, com o número de vítimas fatais se aproximando rapidamente da trágica marca de 5 mil pessoas.
De acordo com o balanço oficial mais recente, divulgado na terça-feira pelo presidente da Assembleia Nacional, o deputado Jorge Rodríguez, o número de mortos subiu para 4.734. O total de feridos permanece inalterado, superando a marca de 16 mil pessoas, enquanto aproximadamente 18 mil cidadãos continuam desabrigados, dependendo de abrigos temporários e doações.
Embora o fluxo de solidariedade global continue ativo, analistas apontam que o tamanho do desastre exige um esforço que as missões estrangeiras ainda não conseguiram cobrir totalmente.
Apesar dessa disparidade, novos recursos financeiros continuam sendo injetados. Nesta quarta-feira, a União Europeia anunciou o envio de mais 22 milhões de dólares em ajuda humanitária. O montante será destinado ao financiamento de equipamentos médicos de emergência e ao suporte logístico das equipes de busca e resgate. O valor se soma a um pacote anterior de quase 6 milhões de dólares aprovado no mês passado, logo após os tremores.
Com o fim do período inicial de resgates, as autoridades agora enfrentam o desafio logístico de limpar as cidades. Segundo Rojas, a retirada e o descarte de toneladas de destroços exigem cautela extrema para evitar novos impactos ambientais e sociais, especialmente nas zonas litorâneas.
Ao todo, a força dos abalos causou o desabamento de 190 edifícios e deixou mais de 850 construções estruturalmente danificadas. A pesquisadora detalha que o impacto nas estruturas revelou contrastes nítidos de engenharia:
Resistência estrutural: Edifícios públicos modernos, projetados com normas antissísmicas rigorosas, conseguiram resistir aos tremores de grande magnitude.
Pontos críticos de colapso: As áreas mais afetadas concentraram prédios antigos construídos por construtoras privadas há muitas décadas e empreendimentos comerciais na região turística de La Guaira, setor vulnerável pela proximidade com a faixa de praia.
Três semanas após o pior cenário, a Venezuela corre contra o relógio para evitar o surgimento de crises sanitárias nos abrigos, enquanto tenta traçar um plano de reconstrução para as centenas de prédios condenados que ainda ameaçam ruir.
Fonte: Agência Brasil

