Publicado em 01/06/2026
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Por Redação
O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) colocou as autoridades de saúde em estágio de alerta. No Acre, as quatro unidades sentinelas do estado já contabilizaram 7.048 consultas por síndrome gripal no decorrer de 2026. Os dados constam no Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias nº 17/2026, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), e revelam uma mudança importante no perfil epidemiológico local.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, assumiu o topo da curva epidemiológica e tornou-se o protagonista das internações hospitalares por SRAG em solo acreano. O vírus é seguido pelo Rinovírus, enquanto o Sars-CoV-2 (Covid-19) apresenta baixa detecção. Segundo o boletim da Sesacre, trata-se de um “cenário atípico pós-pandemia”, possivelmente influenciado por variações climáticas e novos padrões de circulação viral, o que exige atenção redobrada por ser o VSR uma das principais causas de hospitalização em bebês e idosos.
Perfil dos pacientes e o peso da transição alimentar
O relatório da Sesacre expõe um contraste entre quem busca atendimento e quem de fato adoece gravemente. Enquanto os leitos hospitalares são ocupados majoritariamente por bebês e crianças em estados críticos, a liderança na busca por consultas ambulatoriais nas unidades de saúde pertence aos jovens adultos, especificamente na faixa etária de 20 a 29 anos.
| Perfil do Atendimento (Sesacre 2026) | Público-Alvo Principal |
| Maior volume de consultas clínicas | Jovens adultos (20 a 29 anos) |
| Maior taxa de internação em leitos | Bebês e crianças pequenas (VSR) |
Como resposta ao cenário de alta transmissão, especialistas recomendam o cumprimento rigoroso de medidas preventivas, destacando que a vacinação e o uso de máscaras em locais fechados ou de grande circulação permanecem como as principais defesas contra a SRAG. Manter uma rotina de exercícios físicos e boa hidratação à base de água natural também são apontados como hábitos essenciais.
Como ponto positivo no enfrentamento ao VSR, o Acre atingiu a marca de 80% de cobertura vacinal contra o vírus no grupo de gestantes. Segundo dados do Ministério da Saúde compilados entre dezembro de 2025 e maio de 2026, 4.735 doses do imunizante foram aplicadas no estado. A estratégia, distribuída de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), visa transferir anticorpos da mãe para o feto, protegendo os recém-nascidos logo nos primeiros dias de vida contra a bronquiolite. Em todo o Brasil, o número de grávidas vacinadas na rede pública já passa de 1 milhão.

