Publicado em 30/05/2026
Foto: Sérgio Vale
Por Redação
O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, utilizou a abertura do Seminário Estadual “Acre: Desenvolvimento e Oportunidades”, realizado neste sábado (30) na capital, para defender a união de seu grupo político e traçar diretrizes para as eleições de 2026. Promovido pela Federação PSDB-Cidadania, o evento reuniu lideranças de diversas regiões do estado — como o Vale do Juruá, Alto Acre e Baixo Acre — com o objetivo de formular as propostas que vão integrar o plano de governo da sigla.
Logo no início de seu discurso, Bocalom fez questão de alinhar a expectativa do encontro. “Isso aqui não é um lançamento de candidatura. Isso aqui é um seminário para a gente discutir propostas para o Acre”, pontuou o pré-candidato, destacando que priorizou palestrantes regionais que conhecem a realidade local.
Fidelidade política e busca por um vice
Um dos pontos altos da fala do ex-prefeito foi a exaltação à lealdade de seus aliados, com destaque especial para o prefeito em exercício de Rio Branco, Alysson Bestene. Bocalom elogiou a postura de Bestene em dar continuidade aos projetos iniciados em sua gestão na prefeitura.
“Se existe uma coisa que uma pessoa precisa ter é fidelidade. O Alysson é um homem cristão, fiel às suas convicções e está dando um show. Ele nunca nega dizer que está fazendo porque o Bocalom deixou o projeto, os recursos e as condições. Isso chama-se fidelidade, algo muito difícil no mundo de hoje”, declarou.
O comportamento do atual gestor da capital foi apontado por Bocalom como o perfil ideal para a composição da chapa majoritária de 2026. “Eu estou pedindo a Deus que me dê outro Alysson. Time só vence quando está unido. E esse time está mais unido do que nunca”, afirmou, sinalizando os critérios para a escolha do futuro candidato a vice-governador.
Ao analisar o cenário eleitoral, o ex-prefeito relembrou a disputa ao governo de 2010, quando perdeu por uma margem estreita para o ex-governador Tião Viana. Na época, segundo ele, a candidatura era considerada inviável pelos adversários devido à disparidade de recursos.
“A turma dizia que o Bocalom era doido, que nunca ganharia. Diziam que os outros tinham as prefeituras, o governo do Estado e dinheiro, enquanto eu não tinha nada disso. Mesmo assim, faltaram apenas 3,4 mil votos para a gente ganhar aquela eleição”, relembrou, citando que o próprio Tião Viana admitiu posteriormente o risco que correu.
Para Bocalom, o cenário atual é consideravelmente mais favorável ao seu grupo político do que o de 16 anos atrás. “Naquela época nós não tínhamos estrutura. Hoje nós temos uma estrutura. Temos resultados para mostrar, temos trabalho realizado e uma equipe preparada”, comparou.
O pré-candidato também aproveitou o espaço para contrapor o modelo econômico dos antigos governos do PT no Acre, a chamada “Florestania”. Segundo ele, o tempo provou que a tese de seu grupo — focada no agronegócio e na produção de riquezas — estava correta, a ponto de antigos opositores mudarem de postura.
O evento também foi marcado por momentos de quebra de protocolo político para agradecimentos pessoais. Bocalom registrou apoio à sua esposa, mencionou a presença do Professor Coelho e estendeu a gratidão ao consultor político Sérgio Silva, que o acompanha desde a campanha de 2006.
Outra personalidade homenageada foi o empresário Oswaldo Dias, do Grupo Honda, classificado por ele como um “sonhador de mais de 40 anos” que acreditou no potencial de desenvolvimento do Acre.
O seminário estendeu-se ao longo da manhã com debates técnicos direcionados à construção coletiva das propostas. “Queremos um Acre mais produtivo, uma saúde mais humana, uma assistência social mais organizada e mais oportunidades para as pessoas”, concluiu o ex-prefeito.

