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Agora, até nos EUA

Publicado em 30/01/2024 10:01

67% dos eleitores dos EUA não gostariam que Donald Trump e Joe Biden disputassem as próximas eleições.         

         Ainda que a disputa pela presidência dos EUA, partidariamente, ocorra entre um candidato do partido republicano e o outro do partido democrata, pela primeira vez, ambos os seus candidatos anteciparam-se as suas tradicionais prévias e já impuseram suas candidaturas: tanto a do ex-presidente Donald Trump, bem como, a do atual presidente, Joe Biden.

         A propósito, os republicanos se renderam ao aparente favoritismo do ex-presidente Trump, enquanto este, no seu dia a dia e por quase quatro anos, como pré-candidato, já varreu todo o mapa estadunidense. Em relação às pretensões do atual presidente Joe Biden na busca da sua própria reeleição, sua candidatura depende tão somente dele próprio.

      Para os 67% dos eleitores que gostaria de assistir uma disputa em que Trump e Biden estivesse ausentes, ainda assim terão que engolir duas indesejáveis candidaturas. Isto nos faz lembrar o que aconteceu na nossa mais recente eleição presidencial: os eleitores anti-lulistas fechava os olhos e trincava os dentes e acabava votando no candidato Jair Bolsonaro e os anti-bolsonaristas faziam o mesmo e votavam no candidato Lula.

       Cá entre nós, pertencer a este ou aquele partido, não faz maiores diferenças, e a provar que não, em 1989 o candidato Fernando Collor se elegeu filiado a um partido apelidado de PRN e em 2018 o candidato Jair Bolsonaro se elegeu filiado a um partido, igualmente, apelidado de PSL.

     Se no nosso país um candidato a presidência da nossa República consegue se eleger, bastando para tanto, que se afigure como um salvador da pátria, após eleito, a história passará a ser outra: ou ele ou ela se renderá as negociações, ou até mesmo as negociatas que advirão da nossa Câmara dos Deputados e do Senado, não conseguirá governar e ainda corre o risco de ser afastado do poder, via impeachment.  Vide o que aconteceu com os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff.

     Nos EUA, qualquer que seja o candidato que venha ser eleito presidente, terá um apoio parlamentar capaz de impedi-lo de ser ameaçado de um hipotético impeachment, mas no nosso país, em razão do nosso anárquico sistema partidário, quem vier a ser eleito terá que se render ao chamado centrão. Isto bastará.

     Não por acaso, enquanto candidato Jair Bolsonaro e de forma bastante agressivamente se reportava ao centrão, mas após eleito, teve que buscar o seu apoio. O mesmo está acontecendo com o presidente Lula, a despeito da sua vastíssima experiência nas tais negociações políticas. A propósito, não menos que 25 parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, compõe a base de sustentação política do presidente Lula. Receita do criador do centrão: é dando que se recebe.

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