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Vice de Mailza: deputada Socorro Neri afirma que passou da hora de o MDB tomar decisão

Publicado em 28/06/2026

A deputada federal Socorro Neri (PP), pré-candidata à reeleição e campeã de votos em 2022, afirma que passou da hora de o MDB decidir o que quer da vida. Na verdade, a deputada tem razão, pois tanto o PP, quanto o Partido Republicano estão a superestimar o MDB, que já foi um grande partido, mas em função de manobras internas, tem se encolhido nas ultimas eleições, sobretudo na disputa eleitoral de 2024, quando para satisfazer vaidades pessoais de determinados dirigentes, foi derrotado na disputa pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul e partiu para um projeto suicida em Rio Branco.

Claro que a deputada federal Socorro Neri, que projetou-se politicamente no MDB, tem razões de sobra que afirmar que o governo e PP precisam exigir dos emedebistas uma posição clara, definida e urgente. Afinal, o governo montou uma chapa de candidato a deputado federal, reforçou a chapa de candidatos a deputado estadual e contemplou várias lideranças do partido em cargos importantes, tanto na capital, quanto no interior. Ou seja: dentro que foi estabelecido no acordo de convivência, o governo tem feito a parte dele, mas o MDB continua de nariz empinado e enrolando o governo.

Alguns emedebistas apresentam como desculpas o fato de as lideranças evangélicas, que apoiam a reeleição da governadora Mailza Assis, terem ameaçado abandonar o governo, caso a ex-deputada federal Jéssica Sales fosse efetivada como candidata a vice-governadora na chapa governista. Mas isso não seria problemas, haja vista que não se trata de alianças com pessoas, mas sim com o partido. O MDB tem outros quadros, tão importantes quanto. No fundo, tudo mudou depois que o governo levou candidatos e montou as duas chapas de candidatos e agora mais ainda após a decisão judicial em desfavor do ex-governador Gladson Cameli.

Partido tem dono
Ao contrário do que alguns articulistas afirmam, faz tem que o MDB foi transformado em um partido que vive em função de projetos políticos pessoais. Além disso, o partido que antes exportava lideranças, agora também vive a importar supostas líderes. Afirmei em outras edições da coluna que o que o MDB queria do governo já consegui. O partido agora, graças ao governo, tem amplas chances de reforçar sua representação na Assembleia Legislativa e eleger ao menos dois deputados federais.

Todo mundo já sabe
Toda munda já sane que o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), terá apoio do pré-candidato ao governo pelo Partido Republicano, senador Alan Rick na luta pela reeleição. Eles devem convocar uma entrevista coletiva nos próximos dias ou antes mesmo do fim da Copa do Mundo para anunciar o que já sabemos. Também é de domínio público que o MDB vai apoiar Alan Rick. Evidente que o partido vai todo dividido. Uns com Alan, outros com Mailza até com Tião Bocalom.

Efeito negativo
Claro que essa aliança é excelente para o senador Petecão. No entanto, para as pretensões do senador Alan Rick, que sonha em ser governador, pode ser uma mistura explosiva. Os apoiadores de Alan são liberais e conversadores de direita e não querem mais conversa com Petecão, que chegou a fazer chacota com os patriotas que foram presos acusados de um golpe inventando pelos esquerdistas e o ministro Alexandre de Moraes.

Não se entendem
Deputado federal Zezinho Barbary e o deputado estadual Clodoaldo Rodrigues, ambos do PP, não se entendem com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zaquinha Lima, também do PP. Evidente que esse desentendimento, prejudica os planos de reeleição da governadora Mailza Assis (PP). Segundo informações, Zequinha estaria a disposto a não mais apoiar a reeleição da governadora.

Precisa jogar impo
Na verdade, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima precisa jogar mais limpo. Ele estaria disposto a apoiar a candidatura do senador Alan Rick ao governo pelo Partido Republicano. Por isso, quer apenas um motivo, uma justificativa. O senador Sérgio Petecão tem tudo que Zequinha apoia sua reeleição. A aliança comandada por Mailza não apoia a reeleição de Petecão.

Derretendo
O apoio que o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) esperava receber dos prefeitos está derretendo. No início do ano, segundo Petecão, eram 21. Petecão não tinha o apoio apenas do então prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. Depois caiu para 20, em seguida para 15 agora seriam apenas 11. No ritmo que vai, após a Copa do Mundo, Petecão pode ficar apenas com quatro gatos pingados.

Mostrou força
A festa que marcou o lançamento da pré-candidatura do doutor Fábio Rueda a deputado federal pelo União Brasil, na tarde noite de sábado passado, simplesmente agitou a cidade e fechou o bairro Floresta por mais de duas. Em 2022, Rueda foi candidato a deputado federal e, apesar de excelente votação, não conseguiu ser eleito. Agora, segundo apoiadores, ele volta mais forte e tem amplas chances de vitória.

Reação ciumenta
Claro e vidente que a grande festa de Rueda provocou reação ciumenta junto aos pré-candidatos do PP, sobretudo os deputados que buscam a reeleição. Ex-secretário da Representação do Acre em Brasileia e irmão do presidente nacional do União Brasil, doutor Antonio Rueda, Fábio Rueda conquistou apoio de vários setores do governo, sobretudo da Casa Civil e da Secretaria de Governo.

Partido eclodindo
Na quinta-feira, ao ser entrevistada por este colunista no programa Boa Noite Rio Branco, na TV Rio Branco-Rede Cultura, a deputada federal Socorro Neri (PP), o mais votada em 2022, afirmou que partido encontra-se eclodindo por conta das condições oferecidas por setores do governo ao pré-candidato a deputado federal, doutor Fábio Rueda.

Acreditando
Socorro Neri acredita na possibilidade de o ex-governador Gladson Cameli (PP) reverter sua situação na Justiça e obter de volta sua elegibilidade e ser candidato ao Senado. “Sou amiga do Gladson e nos encontramos em Xapuri, em uma agendo nosso partido. Ele usará todos os recursos possíveis para reverter a situação e ser eleito nosso senador”, afirmou a deputada progressista.

Dedicado ao Master
Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF, André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal nos negócios liderados pelo banqueiro enrolado, Daniel Vorcaro.

Juntos na ascensão
Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro, sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa”. A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master. Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco”.

Pressão interna
A pressão para que Jaques Wagner (PT-BA) deixar a liderança do governo no Senado começou um dia após ele ser alvo da nona fase da operação Compliance da Polícia Federal, iniciada para apurar esquemas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A apuração evoluiu para investigar esquemas de corrupção envolvendo agentes públicos, políticos e recursos de fundos de pensão.

Decisão forçada
O senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu na quarta-feira, 24, deixar o cargo de líder do governo no Senado, por livre e espontânea pressão. Ele estava pressionado a sair do posto depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Wagner resistia à ideia de deixar a liderança do governo. A pressão contra Vagner não era apenas dos deputados e senadores de oposição, mas também dos aliados.

Mais uma na ratoeira
No dia da operação da Polícia Federal, que expôs os rolos do Jaques Vagner e suas ligações perigosas com o banqueiro Daniel Vorcaro e outros empresários mais enrolados que fios de bobina, o parlamentar afirmou que não sairia da liderança do governo. Disse ainda que o Presidente Lula era mais enrolado do que ele. No entanto, após reunião com Lula, ele decidiu afinar e abandonar o barco. É mais um esquerdista que posava como arauto da moralidade a se acometido pelo vírus da corrupção.

Cenário pode se agravar
A nova líder do governo no Senado, senadora Maria Teresa Leitão de Melo (PT-PE) é professora, sindicalista e foi deputada estadual. Diferente de Jaques Vagner, que apesar de enrolado, sempre foi de diálogo e sabe conviver com quem pensa diferente, a nova líder, até por ter se projetado, politicamente, no mundo sindical, não terá o mesmo jogo de cintura de Vagner. Por isso, o quadro pode se agravar para o governo no Senado.

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