Publicado em 01/07/2026
Foto: Diego Silva/Secom
Por Redação
Na noite desta terça-feira (30), moradores de diversas cidades do Acre foram surpreendidos por um tremor de terra. O fenômeno, que durou alguns segundos, foi sentido com maior intensidade no município de Cruzeiro do Sul, localizado na região do Vale do Juruá. Relatos indicam que portas, janelas e móveis balançaram, gerando susto na população.
O abalo sísmico foi reflexo de um terremoto de magnitude 4,9 na escala Richter registrado na região de Honoria, no Peru, próximo à fronteira com o Brasil. De acordo com informações técnicas preliminares, o terremoto ocorreu por volta das 21h (horário local), a uma profundidade de aproximadamente 128 quilômetros.
Nas redes sociais, internautas compartilharam os momentos de tensão. Além da movimentação visível de objetos dentro das casas, alguns moradores relataram ter sentido uma leve tontura no momento das vibrações.
Apesar do susto e do desconforto, as autoridades locais informaram que, até o momento, não houve registro de feridos ou de danos estruturais na região.
Embora o território brasileiro seja conhecido por estar no centro de uma placa tectônica e, portanto, em uma área geologicamente estável, o Acre figura historicamente entre os estados que registraram alguns dos maiores tremores do país. Isso ocorre devido à propagação de ondas sísmicas geradas pelo choque de placas na Cordilheira dos Andes, nos países vizinhos.
Relembre os casos mais marcantes na região:
2024: Um forte terremoto de 6,6 graus de magnitude atingiu a Região Norte.
2022: Tarauacá registrou um abalo de 6,5 graus de magnitude — o segundo maior da história do Brasil. Assim como o evento atual, a profundidade evitou consequências graves.
2003: O estado registrou um sismo de 7,0 graus de magnitude com epicentro próximo à divisa com o Amazonas (a 115 km de Cruzeiro do Sul). Por ter ocorrido a mais de 550 quilômetros de profundidade, ele sequer foi sentido pela população.
Especialistas explicam que a grande profundidade em que esses terremotos costumam ocorrer na região da fronteira atua como um “amortecedor”. Embora a energia viaje por centenas de quilômetros e consiga balançar objetos no Acre, ela chega à superfície muito enfraquecida, o que explica por que os impactos socioeconômicos e estruturais costumam ser limitados no estado.

