18.3 C
Rio Branco
terça-feira, 12 de maio de 2026
O RIO BRANCO
Acre

STF cobra explicações do Governo do Acre e da Aleac sobre leis de regularização fundiária

Publicado em 12/05/2026

Foto: Miriam Melo/Secom

Por Redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Governo do Estado do Acre e a Assembleia Legislativa (Aleac) prestem informações detalhadas sobre as atuais políticas estaduais de regularização de terras. A decisão, publicada nesta segunda-feira (11), integra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1322, que questiona a legalidade de normas fundiárias em diversos estados brasileiros.

As autoridades acreanas têm o prazo de dez dias para encaminhar os esclarecimentos à Suprema Corte. A ação foi protocolada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e pela Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra). As entidades alegam que as legislações vigentes — tanto federais quanto estaduais — estão sendo utilizadas para validar a ocupação irregular de terras públicas, beneficiando a prática da “grilagem”.

De acordo com a peça jurídica, essas normas ferem a Constituição Federal ao priorizar ocupantes irregulares em vez de destinar as áreas para o Programa Nacional de Reforma Agrária e trabalhadores rurais sem-terra.

“As práticas atuais reduzem o estoque de terras públicas disponíveis e favorecem a consolidação de ocupações sem título definitivo”, sustentam as associações autoras.

Pedido de suspensão imediata

Além dos esclarecimentos, a Contag e a Abra solicitaram uma medida liminar para suspender imediatamente todos os processos de regularização fundiária no país que envolvam áreas:

Superiores a 50 hectares; ou

Acima de quatro módulos fiscais.

Apesar do pedido de urgência, o ministro André Mendonça optou por não analisar a liminar isoladamente. O magistrado aplicou o rito abreviado (previsto na Lei 9.868/1999), o que acelera a tramitação para que o mérito da questão seja julgado pelo plenário do STF logo após as manifestações do Acre, dos demais estados citados e dos órgãos de controle jurídico da União.

O Acre figura como um dos protagonistas do processo devido ao seu arcabouço legal e programas de regularização que, segundo as entidades rurais, facilitam a transferência de terras públicas para o domínio privado sem o devido rigor constitucional.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Governo realiza mais de 900 atendimentos na capital e interior, com cirurgias e mutirões de saúde mental e exames, neste sábado

Raimundo Souza

Energisa orienta sobre os principais cuidados durante as chuvas

Jamile Romano

Eleições 2024 em Rio Branco: Candidatos à prefeitura terão de 36 segundos a até mais de 5 minutos no horário eleitoral gratuito

Jamile Romano

Violões fabricados por pessoas privadas de liberdade são destaque no estande do Iapen na primeira noite de Expoacre

Raimundo Souza

Governo do Acre auxilia o Saerb na manutenção das estações de tratamento de água em Rio Branco

Jamile Romano

Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre neste domingo

Raimundo Souza