Publicado em 13/05/2026
Foto: Vitória Lopes
Por Redação
Reunidos em frente ao prédio da municipalidade, no Centro da capital, nesta quarta-feira (13), trabalhadores mobilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) pressionam a gestão por um reajuste salarial que compense perdas acumuladas nos últimos anos.
A categoria, que afirma estar há três anos sem qualquer atualização nos vencimentos, ameaça paralisar as atividades por tempo indeterminado caso um acordo não seja selado até esta quinta-feira (14).

Durante a manifestação, a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, confirmou que houve uma leve flexibilização por parte da prefeitura, mas o novo percentual ainda está longe do esperado. A proposta oficial subiu de 4,18% para 5%, enquanto os trabalhadores pleiteiam um reajuste escalonado de 10% (sendo 5% imediatos e 5% no final do ano).
“Nosso movimento vem ganhando força. A categoria está sem atualização do piso do magistério e sem índice inflacionário, o que já soma cerca de 15% de perda. O que estamos pedindo agora não cobre sequer o prejuízo acumulado”, afirmou a sindicalista.
O sindicato sustenta que a prefeitura possui recursos em caixa para atender ao pedido. Segundo Rosana, o orçamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) frequentemente supera as previsões iniciais, o que permitiria o investimento na valorização dos servidores.
A principal crítica da categoria é direcionada à falta de “vontade política” do executivo municipal em resolver o impasse antes que o ano letivo seja prejudicado.

Ultimato: Assembleia decide o futuro do movimento
A mobilização desta quarta-feira serve como o último passo antes de uma possível paralisação total. Um edital de convocação já foi emitido para uma assembleia geral nesta quinta-feira (14), onde a greve será formalmente colocada em votação.
Pontos centrais da reivindicação:
Reajuste: 5% imediato + 5% no segundo semestre.
Histórico: Recuperação de perdas inflacionárias de três anos.
Piso: Atualização do Piso Nacional do Magistério.
Caso a prefeitura não apresente uma nova contraproposta nas próximas 24 horas, milhares de alunos da rede municipal podem ficar sem aulas a partir do final desta semana. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Rio Branco não havia se manifestado oficialmente sobre o ultimato do sindicato.

