Publicado em 03/06/2026
Foto: Assessoria
Por Alessandra Karoline
No marco das atividades da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Rio Branco apresentou, nesta quarta-feira (3), um pacote de ferramentas tecnológicas e estratégicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e à gestão de resíduos sólidos. Entre os principais anúncios estão o mapeamento inédito das áreas de vulnerabilidade climática da capital e uma plataforma digital para facilitar o descarte correto de lixo eletrônico e materiais perigosos.
O evento educativo ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra) e reuniu gestores e técnicos para debater as Ações de Governança Climática Municipal. Durante o encontro, também foi realizada a sétima reunião do Comitê Intermunicipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima.

Uma das entregas mais estratégicas do dia foi o Diagnóstico de Áreas Críticas de Rio Branco. O estudo técnico mapeou detalhadamente os pontos do território municipal que estão mais expostos a impactos ambientais e extremos climáticos. A ferramenta servirá de base para que o poder público planeje ações preventivas e de mitigação de desastres.
De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini, os dados não ficarão restritos aos gabinetes.
“Apresentamos o mapa que identifica as áreas vulneráveis do município de Rio Branco, ferramenta que ficará aberta para consulta pública. Os desafios relacionados à adaptação às mudanças do clima não podem ser enfrentados de forma isolada”, afirmou a secretária, defendendo a cooperação entre secretarias e sociedade civil.
Para o cidadão comum, a novidade é o lançamento da Plataforma de Busca de Pontos de Logística Reversa. O portal digital funciona como um guia para que a população localize onde descartar materiais que não podem ser jogados no lixo doméstico comum, tais como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, aparelhos eletroeletrônicos quebrados e embalagens de agrotóxicos.
Como ação prática imediata, a prefeitura recebeu dois coletores fixos de óleo de cozinha usado. Os equipamentos serão instalados no Horto Florestal e no Parque Chico Mendes, escolhidos por registrarem grande circulação de pessoas.
A estrutura de governança climática da capital envolve, atualmente, o trabalho integrado de 12 secretarias municipais. Segundo Aline Martins, diretora de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas, o objetivo agora é abrir espaço para a academia e setores organizados da sociedade nas tomadas de decisão.

Além disso, a gestão deu o pontapé inicial na formulação do Programa Municipal de Educação Ambiental para o Enfrentamento das Mudanças Climáticas na Gestão de Resíduos Sólidos. A iniciativa visa descentralizar as ações educativas.
“O Proeduca propõe a descentralização da educação ambiental, para que ela seja trabalhada junto com a comunidade, com participação da sociedade civil”, explicou Luzimar de Oliveira, gestora da Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal, destacando que as novas ferramentas vão otimizar o planejamento de políticas públicas de preservação no município.

