Publicado em 26/06/2026
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Por Redação
Tradicionalmente associado a quadros leves de resfriado comum, o Rinovírus mudou de patamar no Acre e consolidou-se como o segundo agente respiratório com maior circulação no estado. A informação consta no Boletim Epidemiológico nº 21, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) na última quarta-feira (24). O documento aponta um crescimento sustentado do vírus ao longo dos últimos três anos, ficando atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em volume de infecções.
O avanço do Rinovírus em 2026 faz parte de uma mudança profunda no perfil epidemiológico do Acre. De acordo com a Sesacre, o cenário atual é de co-circulação de múltiplos patógenos. Enquanto em 2024 o estado enfrentava a predominância da Influenza A (H1N1), o panorama de 2026 mostra uma ação conjunta entre o VSR, o Rinovírus, a Influenza A não subtipada e o Adenovírus — combinação que ajuda a explicar o recente pico de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na rede pública.
Embora o Rinovírus seja inofensivo na maioria dos adultos saudáveis, as autoridades de saúde alertam que o perigo mora nos extremos de idade e nas condições pré-existentes. O vírus pode evoluir para complicações graves em crianças pequenas, idosos com mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas.
O boletim ressalta que a alta transmissão do Rinovírus ocorre simultaneamente à de outros vírus mais agressivos. Esse “efeito cascata” favorece o agravamento de infecções cruzadas e aumenta diretamente a pressão sobre os leitos hospitalares do estado.
Covid-19 deixa o topo da lista
Em contrapartida, a Covid-19 perdeu o protagonismo que manteve nos últimos anos na região. Segundo os dados oficiais, o vírus SARS-CoV-2 apresentou uma queda acentuada em 2026, operando abaixo dos níveis de 2024 e muito distante do pico de transmissões registrado em 2025. Com isso, o coronavírus deixou de figurar entre os principais causadores de internações por SRAG no Acre.
O monitoramento da Sesacre também detectou um aumento discreto na circulação do Adenovírus e do Metapneumovírus. Já outros agentes, como a Influenza B e os coronavírus sazonais (causadores de resfriados comuns do passado), mantiveram apenas uma presença residual no período analisado.
Campanhas de prevenção
Para conter o avanço das doenças respiratórias e proteger o sistema de saúde, a Sesacre reforçou a necessidade de intensificar medidas básicas, mas eficazes. A pasta recomenda:
Vacinação: Manter atualizada a imunização dos grupos prioritários para os vírus que possuem vacina disponível (como Influenza).
Higiene: Reforçar a lavagem frequente das mãos e o uso de álcool em gel.
Etiqueta respiratória: Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, além de isolar pessoas com sintomas gripais, especialmente longe de crianças e idosos.

