Publicado em 15/04/2026
Foto: Reprodução/PSDB
Por Redação
BRASÍLIA — O cenário político para as eleições de 2026 ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (14). O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), convidou formalmente o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, para encabeçar a chapa da sigla na disputa pela Presidência da República. Ciro, que retornou recentemente aos quadros tucanos, avalia agora se altera seus planos de disputar o governo cearense em outubro.
O anúncio foi feito após uma reunião da bancada do partido na Câmara dos Deputados. Segundo Aécio, o PSDB precisa assumir o protagonismo nacional com uma alternativa que equilibre responsabilidade fiscal e justiça social.
“Fiz um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social e responsável no campo da gestão pública”, declarou Aécio Neves à imprensa.
Ciro Gomes admitiu que o convite altera o planejamento que vinha construindo até então. O político estava focado em viabilizar sua candidatura ao governo do Ceará, posto que ocupou entre 1991 e 1994. No entanto, demonstrou abertura para a nova missão nacional.
“Um apelo, uma lembrança ou convocação como essa que me foi feita agora não pode ser considerada apenas um agrado ao meu sofrido coração”, afirmou Ciro. Ele ressaltou que sua decisão passará por uma análise do cenário econômico brasileiro, citando o alto endividamento das famílias como uma de suas maiores preocupações.
Estratégia Tucana
Aécio Neves reforçou que, embora o partido tenha nomes competitivos para governos estaduais, a legenda não pode se omitir da corrida presidencial. Para o presidente da sigla, Ciro é o nome mais qualificado no atual quadro político: “Não encontro hoje alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira”.
Se aceitar o convite, esta será a quinta tentativa de Ciro Gomes de chegar ao Palácio do Planalto. O cearense disputou a presidência em:
1998 e 2002 (pelo PPS);
2018 e 2022 (pelo PDT).
Em nenhuma das ocasiões o político conseguiu avançar ao segundo turno. Seu desempenho mais recente, em 2022, foi o mais baixo de sua trajetória nacional, quando terminou em quarto lugar com pouco mais de 3% dos votos válidos. Agora, sob a bandeira do PSDB, ele busca reconstruir sua viabilidade eleitoral como a face da “terceira via”.

