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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Polícia Civil do Acre investiga caso de menina de 11 anos forçada a ingerir soda cáustica em Rio Branco

Publicado em 07/07/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

Uma criança de 11 anos está internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC). A menina deu entrada no hospital na última sexta-feira (3) após ingerir uma mistura de soda cáustica com medicamentos. O crime, ocorrido no bairro Apolônio Sales, na capital acreana, está sendo investigado pela Polícia Civil.

A denúncia foi formalizada na Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav) pela pastora Regiane Maciel, vizinha da família, que socorreu a menor e relatou que a ingestão da substância química foi provocada de forma intencional pela madrasta da vítima.

“O que aconteceu com essa criança é inadmissível. Ela foi forçada a tomar um veneno que não queria. A madrasta teria dito: ‘Se tu tomar e tu não morrer, eu tomo’”, declarou a testemunha à polícia.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima sofria uma rotina de maus-tratos e rejeição em casa. O pai da criança estaria no imóvel no momento do ocorrido, mas não teria intervindo para impedir o crime.

Exames clínicos realizados no hospital constataram um quadro de destruição interna grave decorrente da ação corrosiva do produto. A soda cáustica comprometeu severamente órgãos vitais do trato digestivo e respiratório:

Órgãos atingidos: Garganta, esôfago, estômago e parte do pulmão.

Avaliação médica: “O médico explicou que o efeito da substância no organismo é semelhante a atear fogo em um plástico, fazendo com que ele encolha. Ela está completamente inflamada e ferida por dentro”, detalhou a pastora em um pronunciamento nas redes sociais.

A Polícia Civil do Acre confirmou o recebimento da denúncia e informou que o caso segue sob sigilo. A delegada responsável preferiu não dar entrevistas para não comprometer o andamento das investigações.

A tragédia mobilizou a comunidade local. Como a mãe biológica da menina reside em uma área de seringal isolada e não pôde se deslocar até Rio Branco, a pastora Regiane Maciel assumiu temporariamente a responsabilidade pelo acompanhamento da menor na UTI.

Uma campanha de arrecadação foi lançada nas redes sociais para arrecadar itens básicos de assistência para a criança, que deu entrada na unidade hospitalar sem pertences. Os voluntários pedem a doação de pjamas e roupas (tamanhos de 11 a 12 anos), calçados e fraldas e produtos de higiene pessoal.

As investigações prosseguem para determinar a responsabilidade criminal dos envolvidos no caso.

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