Publicado em 13/04/2026
Globalmente, o nosso planeta está vivendo um dos piores períodos de toda a história humana.
A Segunda Guerra Mundial só chegou ao fim quando estadistas do naipe de Winston Churchill (Inglaterra), Charles de Gaulle (França) e Franklin Delano Roosevelt (EUA) decidiram pôr fim à referida guerra e ao domínio do então poderoso Adolf Hitler, da Alemanha, cuja pretensão era a de dominar o mundo inteiro. Disto restou sua derrota e o seu próprio suicídio.
Para tanto, teriam que contar com o apoio do também poderoso Josef Stalin, da Rússia. E como iriam conseguir, se o referido apoio parecia improvável ou até mesmo impossível? Bastou uma das oportuníssimas e sugestivas expressões da lavra do próprio Winston Churchill para superar o impasse. A expressão foi a que segue: “Para derrotar Hitler, alio-me até com o diabo”. Dela surgiu a aliança que determinou o fim da Segunda Guerra Mundial.
Presentemente, nem de longe as nossas atuais lideranças mundiais poderão ser comparadas com as do passado, sobretudo com aquelas que puseram fim à mais sangrenta entre todas as nossas guerras.
Donald Trump (EUA), Benjamin Netanyahu (Israel), Vladimir Putin (Rússia) e, indo mais adiante, Emmanuel Macron (França) e Recep Erdogan (Turquia), entre outros, são incapazes até mesmo de “amarrar as chuteiras” — numa linguagem futebolística — das nossas saudosas lideranças que tão bem e oportunamente souberam se comportar.
Das nossas atuais lideranças — ou melhor dizendo, entre os nossos atuais falaciosos líderes —, jamais esperávamos que os EUA viessem a colocar o seu ex-presidente, Donald Trump, a dispor de tantos poderes, assim como o atual ditador da Rússia, Vladimir Putin. Nada poderia ter sido pior para a humanidade; afinal de contas, promover e estimular as guerras não apenas integra, como define suas personalidades.
A guerra Rússia/Ucrânia e a tensão EUA/Irã jamais teriam existido se não fossem do interesse dos mandatários dessas poderosas nações, até porque, ao deterem os dois maiores estoques de armas atômicas, sentem-se à vontade para cometer toda sorte de atrocidades humanas, conquanto as mesmas possam lhes interessar.
Em relação a Donald Trump, os próprios EUA pagarão um altíssimo preço por tê-lo alçado ao poder. Prova disto é sua contínua e crescente impopularidade entre os próprios estadunidenses e, globalmente, entre as mais destacadas lideranças.
Frases do tipo “hoje à noite acabaremos com a cultura persa” (em reportagem ao Irã), para no dia seguinte recuar de tão brutal ameaça, jamais poderiam ser pronunciadas pelo presidente do país mais importante do mundo, a não ser que produzidas por um notório boquirroto, como o Sr. Donald Trump já está sendo mundialmente considerado.

