Publicado em 30/04/2026
Foto: Reprodução
Por Alessandra Karoline
Nesta quinta-feira (30), a história acreana e a memória da doutrina do Santo Daime voltam-se para a figura de um de seus pioneiros mais emblemáticos: Antônio Gomes da Silva. Não se trata apenas da comemoração do aniversário de um de seus mais ilustres patriarcas, Antônio Gomes da Silva, mas sim da renovação de um compromisso espiritual que atravessa gerações: a prática da Preleção.
Hoje, após a concentração habitual, o hinário de seu Antônio Gomes, é cantado no Alto Santo, dirigido pela madrinha Peregrina, viúva de Mestre Irineu Serra, no Centro Rainha da Floresta, dirigindo por Alícia Facundes e também no Ciclo Ju, presidido por Ladislau Nogueira.
Se estivesse vivo, o patriarca completaria 141 anos. Sua trajetória, atravessou as secas do Nordeste, o ciclo da borracha e a fundação de um caminho espiritual universal, é celebrada não apenas como uma biografia pessoal, mas como parte essencial da identidade cultural e religiosa do Acre.
Nascido em 30 de abril de 1885, no Ceará, Antônio Gomes da Silva carregava a marca do sertanejo resistente. Antes de fincar raízes no Acre em 1921, passou por Belém do Pará, vivendo o êxodo nordestino em busca de novas oportunidades. Em terras acreanas, dedicou sua força ao trabalho no seringal e na agricultura. Viúvo e posteriormente casado com Dona Maria Gomes, ele construiu uma família numerosa, cujos descendentes se tornariam pilares fundamentais na propagação da doutrina que ele abraçaria anos mais tarde.
A obra, recebida por Antônio Gomes no final da década de 1930, consolidou-se como um dos pilares da Doutrina.
Hoje, aos 141 anos de seu nascimento, Antônio Gomes da Silva não é lembrado apenas pelo homem que foi, mas pelo legado espiritual que deixou. Sua vida, marcada pela superação e pela entrega, permanece viva através dos hinos que ecoam nas sessões, lembrando a todos que a verdadeira felicidade reside na simplicidade, na fé e na comunhão.
Fonte: Livro “Eu venho de longe” – Paulo Moreira e Edward MacRac

