Publicado em 27/03/2026
Foto: Reprodução
Por Redação g1
Jovem enfrentava doença autoinflamatória rara e sem diagnóstico definido; ela compartilhava rotina de internações nas redes sociais.
A influenciadora Rita Ephrem, conhecida como Ritinha nas redes sociais, morreu aos 31 anos em São Paulo na última quinta-feira (26). A jovem enfrentava uma doença autoinflamatória ultrarrara, ainda não catalogada, além de um quadro de imunodeficiência que comprometia o funcionamento de seu sistema imunológico.
Nascida em Belo Horizonte e filha de pais libaneses, Rita se mudou ainda jovem para o Líbano, onde cresceu. Por lá, estudou engenharia mecatrônica e teve carreira como atleta de futsal, chegando a atuar pela seleção libanesa e a disputar competições internacionais no Oriente Médio.
Aos 25 anos, após retornar ao Brasil, passou a apresentar sintomas como febre alta recorrente, dores articulares, diarreia, vômitos e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos. Inicialmente, médicos não conseguiram identificar a causa do problema.
O diagnóstico só veio após exames genéticos realizados em São Paulo, que apontaram uma condição autoinflamatória rara e ainda sem nome.
Além disso, Rita também tinha imunodeficiência comum variável — condição que impede o organismo de produzir anticorpos e dificulta a resposta a infecções e vacinas. O quadro a deixou dependente de cuidados médicos constantes.
A doença trouxe complicações graves ao longo dos anos.
Rita passou longos períodos internada — incluindo mais de três anos seguidos no hospital — e enfrentou ao menos sete acidentes vasculares cerebrais (AVCs), dezenas de tromboses, infecções generalizadas, além de mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas. Também teve episódios recorrentes de meningite, encefalite e outras inflamações sistêmicas.
Como consequência, desenvolveu sequelas motoras e respiratórias, passando a usar oxigênio e a ter limitações para se locomover.
Influenciadora nas redes sociais
A história de Rita ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde acumulava mais de 300 mil seguidores. No perfil, ela compartilhava a rotina de internações, o tratamento e reflexões sobre espiritualidade, além de usar o espaço para conscientizar sobre doenças raras.
Os seguidores também formaram uma rede de apoio, ajudando a custear tratamentos não cobertos por plano de saúde e fora da rede pública. A influenciadora também chegou a travar disputas com operadoras de saúde em busca de acesso a terapias.
“Hoje, a Ritinha nos deixou. Foi descansar no céu, junto dos santos e de Nossa Senhora, depois de uma caminhada marcada por muita luta, coragem e também muita dor. Ritinha viveu com intensidade, com fé e com um amor que tocou tantas vidas. Sua história não termina aqui — ela permanece em tudo o que plantou em cada um de nós. Seguimos com saudade, mas também com gratidão por termos caminhado com ela. Descanse em paz, Ritinha!”, diz o texto publicado nas redes sociais da influenciadora.
A morte de Rita gerou comoção nas redes sociais. Personalidades como Tatá Werneck, Whindersson Nunes, Gustavo Mioto, Thaeme e Sofia Liberato publicaram mensagens de apoio à família.
Rita deixa a mãe, Leila. O corpo será cremado.

