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Indignado, Messias diz a aliados que derrota ao STF foi golpe de Moraes e Alcolumbre; ala do governo entra em modo ‘guerra’

Publicado em 01/05/2026

Jorge Messias tem nome rejeitado no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Advogado-geral da União afirma a interlocutores que sua derrota foi resultado de articulação política envolvendo Alcolumbre e ministros do STF. Aliados do governo falam em reação direta e defendem Messias no Ministério da Justiça.

Por Andréia Sadi | Apresentadora do Estúdio i, na Globo News.

Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado Davi Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino.

Segundo o blog apurou, o advogado-geral da União indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF atua agora para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.

Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira (29) no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor de que ele assumisse o cargo de ministro na vaga deixada por Luis Roberto Barroso em outubro do ano passado.

A interlocutores, o advogado-geral da União afirma que houve ação direta de ministros do Supremo, citando nominalmente Moraes e Dino, para influenciar o resultado. Na avaliação dele, a derrota não foi circunstancial, mas resultado de articulação — o que, a aliados, ele chama de um “golpe”.

Segundo relatos obtidos pelo blog, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo.

Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome.

Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”

O diagnóstico que começa a se consolidar no entorno do Planalto é que o caso deixou de ser apenas uma disputa institucional e passou a ser tratado como enfrentamento político direto.

Aliados de Messias avaliam que a derrota pode, paradoxalmente, abrir uma oportunidade no tabuleiro político. A leitura é que o episódio ajuda a empurrar Flávio Bolsonaro para o campo de Alcolumbre e de Moraes, reforçando a narrativa de “sistema” contra o governo.

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