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Inadmissível

Publicado em 22/04/2025

  O hoje presidente dos EUA, Donald Trump, não vem se revelando, mas sim, demonstrando, para que veio

A eleição dos candidatos à presidência dos EUA, reportando àqueles que, no exercício do seu 1º mandato conseguiram se reeleger dava-nos a impressão de se tratar de jogo de cartas maçadas. A propósito, quando buscou a sua reeleição no ano 2.020 e estando no exercício do mandato presidencial, Donald Trump foi derrotado pelo candidato Joe Bidim, desta feita, quebrando uma aparente lógica que vinha se arrastando na atividade política dos EUA e já por décadas.

Antes dele, Donald Trump, Barack Obama, George W. Bush, o filho, Bill Clinton e Ronald Reagan, sem causar maiores surpresas conseguiram se reeleger. Daí a pergunta que não pode calar: por que Donald Trump não conseguiu estando no comando político dos EUA, e na mais recente disputa presidencial, fora do poder, a ele retornou, e ainda por cima, tendo obtido uma vitória bem mais expressiva, diria até, bem mais consagradora que àquela que obtivera quando derrotou a então favorita Hillary Clinton?

Só e somente só, a democracia é capaz de promover essas coisas, a exemplificar, o longevo “mandarinato” petista, petista não, lulista, que se estabeleceu no nosso país.

Em princípio, a nossa anárquica legislação político-partidária já anunciava, como de fato se revelou, profundamente prejudicial a nossa atividade política, afinal de contas, os nossos partidos políticos foram transformados nisto que está aí, em simples rótulos, ou mais precisamente, em siglas de alugueis para acomodar toda sorte de candidaturas.

Pior ainda: enquanto os nossos partidos políticos foram se fragilizando, ou mais precisamente, se desacreditando, alguns deles já mortos e enterrados, por exemplo, o PRN que proporcionou a eleição do então presidente Fernando Collor e mais recentemente, o PSL que proporcionou a eleição do então presidente Jair Bolsonaro já se fazem presentes no nosso obituário partidário.

Não por acaso, o PSDB, partido que possibilitaram a eleição e a reeleição do ex-presidente FHC, entre os anos 1995/2002 e ao mesmo tempo as eleições dos governadores dos Estados mais importantes da nossa federação, presentemente, em estado de agonia, busca uma forma menos desonrosa para declarar a sua própria morte.

Foi da nossa anárquica legislação partidária que surgiu o lulismo, nada a ver com o petismo, e da rejeição ao próprio lulismo, que emergiu o bolsonarismo, como se isto bastasse para suprir a ausência de uma estrutura partidária séria e responsável, por uma polarização ainda pior, por sê-la de  natureza pessoal. A este respeito, faço minha as palavras do imortal Bertolt Brecht: “Maldito é o pais que precisa de heróis”.

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