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terça-feira, 28 de abril de 2026
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Acre

História e Emancipação: Sete municípios do Acre celebram 34 anos de criação nesta terça-feira

Publicado em 28/04/2026

Foto: Samuel Moura/Secom

Por Redação

O mapa político do Acre celebra um marco histórico nesta terça-feira, 28 de abril. Sete municípios do estado completam 34 anos de fundação, fruto de um processo de expansão administrativa consolidado em 1992. Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Porto Acre e Santa Rosa do Purus foram oficialmente instituídos pela Lei Estadual nº 1.028, assinada pelo então governador Edmundo Pinto.

Nascidas do desmembramento de cidades maiores, essas localidades guardam em comum raízes profundas no ciclo da borracha, na resistência dos seringais e na força da migração que moldou a identidade acreana.

Acrelândia: A “Princesinha” e a Terra do Café

Conhecida por sua forte vocação agrícola, Acrelândia se destaca na divisa com Amazonas, Rondônia e Bolívia. Colonizada em grande parte por migrantes do Sul do país, a cidade transformou-se no polo cafeeiro do estado, com destaque para o café clonal. Curiosamente, seu primeiro prefeito foi o atual gestor da capital, Tião Bocalom.

Bujari e Porto Acre: Heranças do Extrativismo

Ambos desmembrados de Rio Branco, guardam passagens cruciais da história regional. O Bujari nasceu de uma colocação do lendário Seringal Empresa, fundado por Neutel Maia no século XIX. Já Porto Acre, cenário de batalhas históricas, sustenta hoje sua economia na agricultura de subsistência, aproveitando as férteis praias do Rio Acre durante o período de estiagem.

Capixaba: Democracia na Escolha do Nome

A origem de Capixaba remete ao antigo Seringal Gavião e ao êxodo provocado pela crise da borracha. O nome peculiar foi escolhido por votação popular, homenageando uma família do Espírito Santo que instalou a primeira serraria da região. A chegada de sulistas nos anos 70 impulsionou a pecuária, pilar econômico atual.

Epitaciolândia: A Vila que Virou Fronteira

Homenageando o ex-presidente Epitácio Pessoa, o município consolidou sua autonomia através de um plebiscito. De um pequeno vilarejo na década de 50, Epitaciolândia evoluiu para um importante centro comercial e político na fronteira, desmembrando-se de Brasiléia e Xapuri.

Jordão e Santa Rosa do Purus: Os Sentinelas dos Rios

Localizados em áreas de acesso desafiador, ambos preservam a essência da vida ribeirinha:

Jordão: Desmembrado de Tarauacá, mantém costumes tradicionais, como o cultivo de subsistência e a forte presença da culinária regional baseada em frutos como o patoá e o açaí.

Santa Rosa do Purus: Na fronteira com o Peru, é o guardião de uma biodiversidade imensurável. Suas florestas abrigam espécies raras como a ararinha-azul e o jacaré-açu, sendo um ponto estratégico para a conservação ambiental do estado.

Um Legado de Desenvolvimento

A criação desses municípios em 1992 foi um passo decisivo para a descentralização dos serviços públicos e o fomento às economias regionais. Hoje, aos 34 anos, as cidades enfrentam o desafio de conciliar o crescimento urbano com a preservação de suas histórias ligadas à floresta.

Fato Histórico: A Lei nº 1.028/1992 foi o último grande ato de reforma administrativa do governador Edmundo Pinto, pouco antes de seu falecimento, deixando um legado de autonomia para milhares de acreanos nestes sete territórios.

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