Publicado em 26/06/2026
Foto: Assessoria
Por Alessandra Karoline
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária no Acre (Embrapa Acre) completou, nesta sexta-feira (26), 50 anos de história na vanguarda da ciência e da inovação tecnológica no estado. Uma solenidade comemorativa reuniu pesquisadores, produtores rurais, parceiros institucionais e lideranças políticas para celebrar o cinquentenário de uma das unidades pioneiras da instituição no país, com forte impacto no desenvolvimento econômico regional.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, prestigiou o evento e destacou a importância estratégica da ciência na mesa da população. Na ocasião, o gestor foi homenageado em reconhecimento ao apoio logístico e técnico que a administração municipal oferece para que os experimentos científicos saiam dos laboratórios e cheguem ao campo.

“São 50 anos de celebração da inovação, da pesquisa, da ciência e do desenvolvimento agropecuário de Rio Branco e do Estado do Acre. Por meio da Embrapa, temos vários experimentos que têm beneficiado a agricultura e a pecuária, em especial no entorno de Rio Branco e no nosso Cinturão Verde, com pesquisas voltadas à produção e à sustentabilidade ambiental”, frisou o prefeito Alysson Bestene.
Para compreender a magnitude do trabalho da Embrapa, o pesquisador Judson Valentim relembrou o cenário crítico encontrado pela instituição quando ela fincou suas bases em solo acreano, em 1976. À época, o estado sofria com o isolamento e era severamente dependente da importação de mantimentos básicos.
“Quando a Embrapa foi criada no Acre, em 1976, o estado era extremamente dependente da produção de alimentos que vinha de fora. A carne vinha da Bolívia ou, muitas vezes, era transportada de avião. O leite consumido era principalmente em pó, e o café também vinha de outros estados. Os preços eram elevados e uma grande parcela da população não tinha acesso aos alimentos em quantidade e qualidade”, pontuou o pesquisador Judson Valentim.

Cinco décadas depois, as tecnologias desenvolvidas para o manejo do solo e de pastagens transformaram o Acre em um estado autossuficiente e exportador de carne bovina, além de impulsionar o avanço acelerado das culturas de café, soja e outros grãos. O fortalecimento da produção primária abriu caminho para a industrialização local, atraindo frigoríficos, fábricas de ração e indústrias de processamento de polpas de frutas.
O chefe-geral da Embrapa Acre, Bruno Pena, explicou que a unidade local foi criada apenas três anos após a fundação da própria empresa nacional (que tem 53 anos), o que demonstra a importância da Amazônia Ocidental nos planos de desenvolvimento do país. Pena destacou que novos acordos de cooperação técnica já estão sendo costurados com a Prefeitura de Rio Branco para expandir a assistência à agricultura familiar.
“É uma parceria muito frutífera. Celebramos acordos de cooperação técnica com as prefeituras e, dessa forma, a Embrapa consegue chegar aos municípios. Estamos sempre trabalhando para levar tecnologia a quem mais precisa, que são os produtores”, explicou o chefe-geral.

O suporte à pesquisa também ganhou destaque no cenário político federal. Presente na solenidade, a deputada federal Socorro Neri ressaltou o prestígio global da instituição e confirmou o direcionamento de emendas parlamentares ao longo de seus três anos de mandato para garantir a continuidade dos experimentos biotecnológicos no Acre.
A celebração do cinquentenário reafirmou o papel fundamental da Embrapa na construção de soluções que conseguem conciliar o crescimento econômico e o fortalecimento do homem do campo com a preservação e a sustentabilidade ambiental.

