Publicado em 18/06/2026
Por que os nossos “governadoráveis” ainda não escolheram os seus vices?
Logicamente, os arranjos para as concretudes de suas respectivas chapas ainda dependem de alguns acertos; afinal de contas, a disputa pelo governo do nosso Estado não perdoará o candidato ou a candidata que, buscando compor sua chapa, fizer escolhas equivocadas.
Que a noiva do momento é a ex-deputada federal Jéssica Sales é plenamente sabido; ela é a mais cobiçada, afinal de contas, o Vale do Juruá sempre teve e continuará tendo grande importância na disputa pelo governo do nosso Estado, e é ela, entre todos os potenciais candidatos a vice, a potencialmente mais forte.
Entretanto, e sabe-se lá por quê — pois somente ela sabe os porquês —, Jéssica Sales nunca demonstrou maior interesse em se candidatar a vice-governadora, a despeito de o seu nome, volta e meia, aparecer como companheira de chapa da atual governadora e candidata à reeleição, Mailza Assis.
Ninguém, eleitoralmente, por mais experimentado que seja, arrisca-se a afirmar quem será o candidato ou a candidata a vice dos candidatos Alan Rick, Mailza Assis e Tião Bocalom. Esta indecisão só chegará ao fim quando a elegibilidade do ex-governador Gladson Cameli vier a ser confirmada, ou não, pois é a partir desta definição que Jéssica Sales irá definir a sua própria candidatura.
Se a candidatura de Alan Rick, com base nas pesquisas e até mesmo nas manifestações espontâneas dos nossos eleitores, já está com o seu lugar assegurado no segundo turno, a disputa pela segunda vaga se dará entre a governadora Mailza Assis e Tião Bocalom. Entretanto, na disputa pelas duas vagas do Senado, caso o ex-governador Gladson Cameli mantenha-se inelegível, aí sim, Jéssica Sales disputará uma delas.
De todo modo, causa bastante estranheza nos encontrarmos a menos de quatro meses para as próximas eleições e nem os candidatos, nem os seus respectivos partidos terem se posicionado — nem mesmo o glorioso MDB do ex-deputado federal João Correia.
Claro que a Copa do Mundo, partidária e eleitoralmente, pôs o mês de junho em banho-maria no que diz respeito às nossas disputas eleitorais. Entretanto, após o seu término, aí sim o jogo eleitoral passará a ser jogado de vera, e ai dos candidatos e dos partidos que não estiverem com seus pulmões preparados para os embates que surgirão: serão prejudicados.
Decerto, e com base nas candidaturas — inclusive as de candidatos a deputados federais e estaduais —, em nosso Acre, as nossas próximas eleições serão as mais disputadas de nossa história. Demais a mais, graças à dinheirama que vai irrigar o nosso mercado eleitoral, não bastará apenas a compra de votos para assegurar a eleição dos candidatos.

