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Educação e ramais: Audiência estratégica debate soluções para o transporte escolar rural no Acre

Publicado em 28/04/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

O tema central de uma reunião estratégica realizada na manhã desta terça-feira (28), da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) com o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CascFundeb) foi focada exclusivamente nos desafios do transporte escolar na zona rural, para garantir que os estudantes que vivem em áreas remotas consigam chegar à sala de aula com segurança e pontualidade.

O encontro marcou uma mudança na abordagem do problema: o debate deixou claro que a simples oferta de veículos não resolve o impasse se não houver um investimento paralelo na infraestrutura das vias.

Para a presidente do CascFundeb, Márcia Lima, a manutenção dos ramais é o fator determinante para que o recurso público seja bem aplicado e o aluno não seja prejudicado.

“Não adianta ofertar o transporte se o ramal não corresponde. Estamos debatendo o acesso à escola e buscando soluções conjuntas para as questões que envolvem esse serviço”, explicou a presidente. O Conselho atua na fiscalização rigorosa dos recursos do Fundeb, que além do transporte, custeiam áreas como o Censo Escolar e o Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Relatos da “ponta” do sistema

A audiência abriu espaço para diretores e pais de alunos relatarem as dificuldades diárias enfrentadas nas estradas de barro.

Escolas: A diretora Cecília Regina Silva da Costa, da escola Wilson Pinheiro (Estrada Transacreana), pontuou que, embora o ramal principal seja pavimentado, muitos alunos vêm de travessas sem asfalto, o que coloca em risco a segurança e compromete a pontualidade.

Comunidade: O morador do ramal do Caipora, José Any de Oliveira Lima, pai de aluno da escola Nova Esperança, reforçou a importância do diálogo. “É fundamental debater para que o governo se adeque à nossa realidade”, afirmou.

O encontro desta terça-feira serviu como um alinhamento de expectativas entre diferentes esferas:

Poder Público: Gestores da SEE e secretários municipais;

Legislativo: Vereadores que acompanham as demandas das comunidades;

Sociedade Civil: Diretores, pais e lideranças rurais.

Próximos Passos

O objetivo agora é a criação de um cronograma de ações integrado. A meta é que a manutenção das vias rurais acompanhe o calendário escolar, evitando que o período de chuvas ou a deterioração dos ramais resultem em evasão escolar ou perda de dias letivos no interior e no entorno da capital.

A SEE e o CascFundeb devem seguir com o monitoramento das rotas para assegurar que o direito ao acesso à educação seja cumprido, independentemente da distância entre a residência do aluno e a unidade de ensino.

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