Publicado em 08/06/2026
A expressão que encabeça este artigo significa fazer um esforço sobre-humano, mas sem chance de sucesso.
Acostume-se com a derrota, pois a vitória não lhe pertence. A candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro tem muito a ver com a canção “Chore Comigo”, cantada por Nelson Gonçalves e composta por Adelino Moreira; a mesma se prestará como um hino à boemia e como desabafo para as suas noites de desilusões, afinal de contas, suas chances de sucesso simplesmente não existem.
Como jamais poderemos ignorar a polarização lulismo/bolsonarismo — até porque, infelizmente, esta é a nossa triste realidade —, quando tratamos da nossa próxima disputa presidencial, no que dependesse do atual presidente Lula, por certo ele escolheria como seu adversário o próprio Jair Bolsonaro ou alguém com o seu sobrenome.
Um candidato como Tarcísio de Freitas na oposição não garantiria a vitória do presidente Lula, até porque milhões de brasileiros discordam da referida polarização e, quem sabe, poderiam mandar o lulismo e o bolsonarismo às cucuias. A bem dos fatos e da realidade, a nossa polarização política deriva do antibolsonarismo e do antilulismo, jamais do pró-bolsonarismo ou do pró-lulismo.
Pena que a nossa chamada direita se rendeu ao ex-presidente Jair Bolsonaro e teve que engolir, goela abaixo, a escolha do seu filho, Flávio Bolsonaro, a despeito das virtuais candidaturas de Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Ao PSD do articulista Gilberto Kassab sequer deram ouvidos.
Nada mais improdutivo para a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que as suas escaramuças visando conquistar votos dos lulistas ou dos bolsonaristas, já que estes estão comprometidos com os seus heróis visionários: de um lado, com o atual presidente Lula, e de outro, com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro que se mostra equivocado é o ex-governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema, cuja candidatura nunca passou e nem passará dos 5% dos votos nacionais. Caso insista na disputa, corre o risco de ser massacrado eleitoralmente no seu próprio estado.
Em relação ao PSD de Gilberto Kassab, nada é mais bagunçado, posto que, quando o criou, o próprio partido chegou a dizer que a legenda não seria de direita, nem de esquerda e nem de centro.
Para o bem ou para o mal, nas nossas próximas eleições não haverá lugar para um candidato questionável de terceira via e, não havendo, os antilulistas terão que aturar o atual presidente Lula exercer mais um mandato presidencial, algo jamais imaginado na nossa história.
Que as nossas próximas eleições sejam as últimas regidas pela atual legislação eleitoral, do contrário, a bagunça continuará.

