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Construtora pede mais prazo e adia apresentação de plano emergencial para Ponte Frei Paolino

Publicado em 17/06/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

A Construtora Cidade Ltda., responsável pela construção da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ainda não apresentou o plano com as medidas emergenciais determinadas pela Justiça após o desabamento da estrutura. A informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE-AC).

Segundo o órgão, a empresa informou que ainda realiza levantamentos técnicos e solicitou à Justiça mais prazo para entregar a documentação exigida. O pedido inclui 20 dias para apresentação do plano de assistência às famílias afetadas e 90 dias para a conclusão do laudo técnico sobre as causas do colapso.

A ponte desabou na noite do último dia 5 de junho, quando quatro pessoas estavam sobre a estrutura. O local já havia sido interditado no dia anterior devido ao risco de desmoronamento provocado pela instabilidade das margens do Rio Iaco. Câmeras de segurança registraram o momento da queda.

A construtora protocolou um pedido de reconsideração na Justiça no último dia 9, solicitando ainda 15 dias para apresentar sua defesa. Procurada, a empresa informou que não irá se manifestar neste momento.

Um dia após o desabamento, a PGE-AC e o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) ingressaram com medidas judiciais para garantir a responsabilização da empresa e assegurar a adoção de providências para reparar os danos causados pelo colapso da ponte.

A Justiça acolheu parcialmente os pedidos do Estado e determinou uma série de obrigações à construtora, sob pena de multas que podem chegar a R$ 200 mil por dia.

Entre as determinações está a apresentação de um plano de assistência às vítimas e famílias afetadas, incluindo custeio de despesas médicas, hospitalares e de reabilitação não cobertas pela rede pública. A empresa também poderá ser obrigada a providenciar moradia temporária em caso de necessidade. O descumprimento da medida prevê multa diária de R$ 50 mil.

Outra determinação judicial estabelece que a construtora realize vistoria técnica na estrutura remanescente da ponte e apresente um laudo sobre as condições do local e as medidas necessárias para evitar novos danos. O não cumprimento também está sujeito à multa diária de R$ 50 mil.

Além disso, a Justiça determinou a adoção imediata de medidas emergenciais de mitigação de riscos, incluindo sinalização, isolamento da área, estabilização provisória das margens e outras providências técnicas recomendadas. Neste caso, a multa por descumprimento é de R$ 100 mil por dia.

Enquanto aguarda a entrega dos documentos e o cumprimento das determinações judiciais, o governo acompanha o caso e as investigações sobre as causas do desabamento da ponte, inaugurada em 2023.

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