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Campanha da OAB/AC “Elas Jogam Junto” ocorre durante jogo na Arena da Floresta

Publicado em 23/01/2026

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) promoveu, nesta quinta-feira, 22, uma ação de conscientização contra o assédio e a violência contra a mulher durante a partida entre Humaitá e Santa Cruz, válida pelo futebol acreano. A mobilização foi realizada no Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco, e deve ser retomada nas próximas partidas.

A iniciativa integra a campanha “Elas Jogam Junto”, realizada pela OAB/AC em parceria com a Federação Acreana de Futebol, e tem como objetivo enfrentar a violência contra a mulher e o assédio nos estádios e estimular uma mudança de comportamento dentro e fora dos campos. A ação conta com a participação da Comissão da Mulher Advogada (CMA), da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Contra a Mulher, com o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados Acreanos e com o time de futebol feminino OAB (Apelação).

Durante a mobilização, a OAB/AC reforçou a mensagem de que “violência não é torcida e assédio não é brincadeira”. A campanha defende que o respeito às mulheres deve ser absoluto e que o ambiente esportivo não pode servir de pretexto para agressões ou intimidações.

O presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache, destacou que dados apontam aumento da violência doméstica durante as partidas de futebol.
“Nos dias de jogos, a violência contra a mulher aumenta em torno de 21%. O clima de disputa em campo jamais pode ser motivo de agressão. Rivalidade nos gramados não pode se transformar em violência dentro de casa”, afirmou Aiache.

A ação ocorreu depois da divulgação de um cenário preocupante de violência de gênero no país. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o maior número da série histórica.

No Acre, os índices também são elevados, colocando o Estado entre aqueles com maior proporção de casos em relação à população.
Em um manifesto, a OAB/AC destacou que o cenário de violência de gênero no país exige resposta firme e permanente.

“Cada mulher assassinada representa não apenas uma vida interrompida, mas também o fracasso coletivo das instituições e da sociedade em garantir direitos fundamentais como vida, dignidade, segurança e igualdade. A OAB reafirma seu compromisso inegociável com a defesa dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero, atuando de forma institucional e em parceria com entidades esportivas, órgãos públicos e a sociedade civil”, disse a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Caruline Simão.

(Assessoria)

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